Esta postagem integra lista do verbete piso tátil.
TV GLOBO (2026a): TV GLOBO. Bom Dia Minas. Moradores reclamam da falta de acessibilidade em Belo Horizonte. Repórteres: Liliana Junger e Wagner ___ (no estúdio) e Tiago Silva (na rua), Belo Horizonte, 21 maio 2026. vídeo, cor, 5’55”. Disponível em: link extern-G1. Acesso em: 22 maio 2026.
comentário: Cidadã e repórteres mal informados e falando bobagens sobre sinalização tátil. Um diz que os pedestres estão sendo indevidamente direcionados “direto para uma parede”. A repórter diz, ao final: “você vai seguindo e dá de cara com a parede”. A cidadã reclama que “não tem o botão para pessoas surdas”. Naturalmente, a cidadã se confundiu e está preocupada com as pessoas cegas e não com as surdas: não há “botão”pois não há sinal sonoro e quando ele houver, deverá funcionar 24h (sem necessidade de acionamento por “botão”). Sobre o piso tátil, a presidente da BHTrans me ligou no mesmo dia da matéria pedindo para eu assistir à mat[eria (que eu desconhecia). Eu expliquei para ela que: 1) a pessoa com deficiência visual não “dá de cara com a parede”, pois ele usa uma bengala de longo alcance para detectar essa parede; 2) em locais onde o piso tátil direcional não possa ser implantado (como parece ser o caso), essa parede, uma vez detectada, torna-se a “guia de vbalizamento” para que a pessoa com deficiência visual (com sua bengala) siga seu trajeto orientando-se pelas edificações existentes. Se houver espaço (distâncias mínimas estabelecidas na NBR 16537/2024), para implantação do piso direcional, aí sim, ele deve ser implantado e a pessoa não se orientará pela edificação.
ponto de atenção (NTL 15): Fazer uma recomendação da CPA-BHTRAns à BHTrans com os critérios de acessibilidade a serem adotados (nesse caso, ter um checklist aplicado é fundamental) sobre a necessidade de acionar a PBH (para acionar o proprietário da edificação, se for o caso). Pendente: enviar algo, como pesquisador, para orientar a imprensa.