
LEFEBVRE, H. (1978a): LEFEBVRE, Henri. El derecho a la ciudad. 4.ed. Prólogo de Mario Gaviria. Península: Barcelona, 1978. 176p. Título original: Le droit a la ville.
LEFEBVRE, H. (2008a1-[2010]): LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. Tradução: Rubens Eduardo Frias. 5.ed. São Paulo: Centauro, 2008 [2.reimp.2010]. 144p. Título original: Le droit a la ville.
comentário: livro citado por Marcos Fontoura muitas vezes, em muitas publicações.
LEFEBVRE, H. (2008a1-[2011]): LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. Tradução: Rubens Eduardo Frias. 5.ed. São Paulo: Centauro, 2008 [3ª reimpressão 2011]. 144p. Título original: Le droit a la ville. Disponível em: internet. Acesso em: 9 set. 2021.
- LEFEBVRE, H. (2008a2): LEFEBVRE, Henri. Advertência. In: _______. O direito à cidade. Tradução de Rubens Eduardo Frias. 5.ed. São Paulo: Centauro, 2008 [2.reimp.2010]. p.9-10. [citado em mobilidade de mulheres (etnografia)] – comentário: o libro Urbanismo, de Le Corbusier, também começa com uma advertência.
- LEFEBVRE, H. (2008a3): LEFEBVRE, Henri. A análise espectral; O direito à cidade; Perspectiva ou prospectiva?; A realização da filosofia; Teses sobre a cidade, o urbano e o urbanismo. In: _______. O direito à cidade. Tradução: Rubens Eduardo Frias. 5.ed. São Paulo: Centauro, 2008 [2.reimp.2010]. p.97-104; 105-118; 119-134; 135-156; 137-141. comentário: bibliografia da disciplina “Socioantropologia urbana”, optativa do doutorado em Ciências Sociais da PUC Minas, no 2º semestre de 2010.



trechos da edição 2008/reimpressão 2010:
Apresentação
p.7: Durante longos séculos, a Terra foi o grande laboratório do homem; só há pouco tempo é que a cidade assumiu esse papel. O fenômeno urbano manifesta hoje sua enormidade, desconcertante para a reflexão teórica, para a ação prática e mesmo para a imaginação.
[citado or Marcos Fontoura na tese de 2014 (p.].
Advertência
p.9: “É necessário calar sobre as grandes coisas ou falar delas com grandeza, isto é, com cinismo e com inocência…”
[…]
Friedrich Nietzsche
p.9: Este livro terá uma forma ofensiva (que alguns considerarão, talvez, chocante). Por quê?
Porque muito provavelmente cada leitor já terá em mente um conjunto de ideias sistematizadas ou em vias de sistematização. Muito provavelmente, cada leitor procura um “sistema” ou encontrou o seu “sistema”. O sistema está na moda, tanto no pensamento como nas terminologias e na linguagem. Ora, todo sistema tende a aprisionar a reflexão, a fechar os horizontes. Este livro deseja romper os sistemas, não para substituí-los por outro sistema, mas para abrir o pensamento e a ação na direção de possibilidades que mostrem novos horizontes e caminhos. É contra uma forma de reflexão que tende para o formalismo que um pensamento que tende para a abertura trava o seu combate.
[trecho lido em aula dada por Marcos Fontoura em 16/11/2011 e em diversas palestras depois disso, bem como em publicações como a tese de 2014 (p.__)].
A análise espectral
p.104: Na prática, a ideologa da participação permite obter pelo menor preço a aquiescência das pessoas interessadas e que estão em questão.
O direito à cidade
p.105: A reflexão teórica se vê obrigada a redefinir as formas, funções, estruturas da cidade (econômicas, políticas, culturais etc.), bem como as necessidades sociais inerentes à sociedade urbana. […] As necessidades sociais têm um fundamento antropológico; opostas e complementares, compreendem a necessidade de segurança e a de abertura, a necessidade de certeza e a necessidade de aventura, a da organização do trabalho e a do jogo, as necessidades de previsibilidade e do imprevisto, de unidade e de diferença, de isolamento e de encontro, de trocas e de investimentos, de independência (e mesmo de solidão) e de comunicação, de imediaticidade e de perspectiva a longo prazo.[…] [trecho lido em aula dada em 16/11/2011 e em diversas palestras depois disso ]
p.106: Uma ciência analítica da cidade, necessária, está hoje ainda em esboço.
p.109-110: No ponto em que chegamos, assinalemos a urgência de uma transformação das démarches e dos instrumentos intelectuais. Retomando formulações empregadas noutras ocasiões, certas démarches mentais ainda pouco familiares parecem indispensáveis.
a) A transdução. É uma operação intelectual que pode ser realizada metodicamente e que difere da indução e da dedução clássicas e também da construção de “modelos”, da simulação, do simples enunciado de hipóteses. A transdução elabora e constroi um objeto teórico, um objeto possível, e isto a partir de informações que incidem sobre a realidade, bem como a partir de uma problemática levantada por essa realidade. A transdução pressupõe uma realimentação (feedback) incessante entre o contexto conceitual utilizado e as observações empíricas. Sua teoria (metodologia) formaliza certas operações mentais espontâneas do urbanista, do soció-[fim da p.109]logo, do político, do filósofo. Ela introduz o rigor na invenção e o conhecimento na utopia.
b) A utopia experimental. Atualmente, quem não é utópico? Só os práticos estreitamente especializados que trabalham sob encomenda sem submeter ao menor exame crítico as normas e coações estipuladas, só esses personagens pouco interessantes escapam ao utopismo.
p.117: O direito à natureza e o direito ao campo não se destroem a si mesmos?
Face a esse direito, ou pseudodireito, o direito à cidade se afirma como um apelo, como uma exigência.
[citado por Marcos Fontora em 2014]
p.118: […] formulado como direito à vida urbana, transformada, renovada. […] Será indispensável descrever longamente […]? Basta abrir os olhos para compreender a vida cotidiana daquele que corre de sua moradia para a estação próxima ou distante, para o metrô superlotado, para o escritório ou para a fábrica, para retornar à tarde para o mesmo caminho e voltar para casa a fim de recuperar as forças para recomeçar tudo no dia seguinte. O quadro dessa miséria generalizada não poderia deixar de se fazer acompanhar pelo quadro das “satisfações” que a dissimulam e que se tornam os meios de eludi-la e de evadir-se dela. [trecho lido aos alunos em aula dada em 16/11/2011]
[sugestão de frase que posso usar: […] diante dessa “miséria generalizada”, usando expressão de Henri Lefebvre (2008, p.118), […]
[usei na minha tese: No capítulo anterior, tratamos de decupar um longo e detalhado diagnóstico contratado pela respeitada empresa pública responsável pela gestão da mobilidade urbana de Belo Horizonte, com o apoio de reconhecida empresa privada de consultoria. Trata-se se um diagnóstico denso e consistente. No entanto, esse diagnóstico parece-nos insufuciente, pelos motivos que exporemos a seguir. Antes de prosseguirmos, porém, cabe aqui uma observação, que faremos à luz da advertência formulada por Henri Lefebvre (2008) em seu célebre “O direito à cidade”.
Nossas considerações não pretendem substituir o diagnóstico analisado. Elas pretendem, tão somente, complementá-lo abrindo possibilidades. Trata-se de uma nova leitura, que esperamos não ser considerada – pelos leitores – nem melhor e nem pior: apenas diferente. No entanto, a leitura que apresentamos tem a intenção previamente declarada de abrir novos e possíveis caminhos para libertar a reflexão sobre a mobilidade urbana, parte integrante do fenômeno urbano. Este, “manifesta hoje sua enormidade, desconcertante para a reflexão teórica, para a ação prática e mesmo para a imaginação” (LEFEBVRE, 2008, p.7).]
em meu blog antigo escrevi em 04/06/2009:
Hoje, reorganizando meus livros na biblioteca, encontrei um que decidi reler, que ganhei de presente em 1995 do meu então chefe (que se tornou meu amigo) Jorge Enrique Mendoza Posada (lattes: http://lattes.cnpq.br/0667845076389999): El derecho a la ciudad, de Henri Lefebvre, filósofo e sociólogo francês (1901-1991).
Na dedicatória, Jorge escreveu: Este livro fez muito minha cabeça em relação à cidade, espero que ajude ao senhor que já é um cabeça feita. Passados quatorze anos, certamente o lerei bem melhor!
No website da Editora Centauro na internet encontramos o seguinte comentário sobre a edição brasileira de “O direito à cidade”:
As questões e reflexões urbanísticas saem dos círculos dos técnicos, dos especialistas, dos intelectuais que pretendem estar na vanguarda dos fatos. Passam para o domínio público através de artigos de jornais e de livros de alcance e ambição diferentes. Ao mesmo tempo, o urbanismo torna-se ideologia e prática. E, no entanto, as questões relativas à cidade e à realidade urbana não são plenamente conhecidas e reconhecidas; ainda não assumiram politicamente a importância e o significado que têm no pensamento e na prática. Este livro tem por objetivo fazer com que estes problemas entrem na consciência e nos programas políticos, além de propor que os pensamentos e as atividades que dizem respeito ao urbanismo passem pelo crivo da crítica.
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Assim fazendo, vamos construindo cidades inclusivas.