UC (2012): UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. 218p. Disponível em: link externo. Acesso em: 13 jul. 1025.
FORTUNA, C. (2012): FORTUNA, Carlos. Cidade criativa. In: UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. p.45.
ponto de atenção (superado): Integrado ao verbete cidade / ciudad / city / cité.
ESTANQUE, E. (2012): ESTANQUE, Elísio. Classes sociais. In: UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. p.48-49.
ponto de atenção (superado): Integrado ao verbete classismo.
MENDES, J.M. (2012): MENDES, José Manuel. Desigualdade. In: UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. p.75-76.
ponto de atenção (superado): Integrado ao verbete igualdade e equidade.
SANTOS, A.C. (2012): SANTOS, Ana Cristina. Discriminação. In: UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. p.80-81.
ponto de atenção (superado): Integrado ao verbete racismo.
FORTUNA, C. (2012): FORTUNA, Carlos. Enobrecimento urbano. In: UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. p.89-90.
FERREIRA, C. (2012): FERREIRA, Claudino. Espaço público. In: UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. p.91-92.
MENDES, J.M. (2012): MENDES, José Manuel. Fascismo social. In: UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. p.100-101.
MONTEIRO, R. (2012): MONTEIRO, Rosa. Feminismo. In: UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. p.101-102.
SANTOS, A.C (2012): SANTOS, Ana Cristina. Homofobia. In: UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. p.116-117.
ARAÚJO M. & MAESO, S.R. (2012): ARAÚJO, Marta Araújo; MAESO, Sílvia Rodríguez. Racismo. In: UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. p.174-175.
ponto de atenção (superado): Integrado ao verbete racismo.
SANTOS, C.M. (2012): SANTOS, Cecília MacDowell. Sexismo. In: UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. p.194-195.
ponto de atenção (superado): Integrado ao verbete sexismo.
SANTOS, B.S. (2012): SANTOS, Boaventura de Sousa. Utopia. In: UNIVERSIDADE DE COIMBRA – UC. Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado. Dicionário das crises e das alternativas. Coimbra, Almedina, abr. 2021. p.212.
ponto de atenção (superado): Integrado ao verbete utopia.
trechos:
p.45: Cidade Criativa.
p.48-49: Classismo.
O conceito de “classe social” nasce com a Revolução Industrial e vem, de certo modo, substituir as velhas “ordens” típicas da sociedade feudal.
p.84-85: Discriminação
É um processo de diferenciação entre pessoas ou grupos sociais assente em critérios estabelecidos por quem detém o poder de produzir hierarquias de valor.
89-90: Enobrecimento urbano
Usamos enobrecimento como tradução do vocábulo gentrification para traduzir a tendência de transformação social de áreas populares e degradadas das cidades da era industrial e pós-industrial em zonas nobres. É manifesta a carga política que está por detrás da enunciação deste processo de tornar “nobre” (gentry) um quarteirão ou um bairro específico das cidades. Na verdade, em rigor, enquanto processo de reconversão urbana, o enobrecimento implica a substituição de residentes (famílias de classes trabalhadoras, funcionários, reformados, imigrantes e franjas da classe média tradicional) e atividades populares (pequeno comércio, indústrias decadentes, armazéns devolutos) por outros residentes e outras atividades que sinalizam a feição moderna (abastada, educada, culta e consumista) das cidades contemporâneas. Em linguagem direta, o enobrecimento trata de afastar os pobres para dar aos ricos o privilégio de viver no centro da cidade. O enobrecimento enuncia, portanto, um processo de contestação e luta social.
p.194-195:
Sexismo
O sexismo é uma ideologia e uma prática que se baseia em estereótipos e preconceitos em torno do sexo e dos papéis sociais atribuídos à mulher e ao homem. O sexo feminino é equacionado com a natureza, a paixão e a reprodução, reservando-se à mulher o papel da maternidade e do cuidado. O sexo masculino é identificado com a cultura, a razão e o poder, atribuindo-se ao homem o papel de provedor da família e de liderança no espaço público. O sexismo gera a discriminação contra a mulher, sendo produzido e reproduzido pelas normas culturais e pelas estruturas sociais.
[…] No entanto, a ideologia sexista continua a influenciar as práticas institucionais e as relações interpessoais. A desigualdade com base no sexo ainda é um desafio da democracia e do exercício da cidadania das mulheres no século XXI.
[…] Dependendo do contexto, o classismo e o racismo podem ser tão relevantes quanto o sexismo na vida das mulheres.
p.100-101: Fascismo social
O conceito de fascismo social foi criado por Boaventura de Sousa Santos para dar conta das novas formas de dominação e exploração nas sociedades contemporâneas. Partindo da analogia com a noção de fascismo político, o fascismo social manifesta-se como um regime social e de civilização. O fascismo social pode existir tanto em sociedades do Norte como do Sul e caracteriza-se pela crise do contrato social, ou seja, pela ideia de que noções como as de igualdade, justiça, solidariedade e de universalidade deixam de ter valor e que a sociedade como tal não existe mas, sim, simples indivíduos e grupos sociais em prossecução dos seus interesses.
212: Utopia
Utopia é a exploração, através da imaginação, de novas possibilidades humanas de vida coletiva e individual assenta na recusa da necessidade do que existe, só porque existe, em nome de algo radicalmente melhor por que vale a pena lutar e a que a humanidade tem direito.
[…]
A utopia está a regressar, mas desta vez através de iniciativas e experiências sociais concretas, que, apesar do seu âmbito limitado, rompem totalmente com os modelos dominantes de vida social e política e revelam, na prática, a capacidade humana de construir modos mais justos de viver e de conviver. Chamam-se, por isso, utopias realistas, o início da construção de outro futuro, não noutro lugar, mas aqui e agora. Se é verdade que as utopias têm o seu horário, o nosso tempo é o horário das utopias realistas. Torna-se agora mais claro que qualquer ideia inovadora é sempre utópica antes de se transformar em realidade. Porque muitos dos nossos sonhos foram reduzidos ao que existe, e o que existe é muitas vezes um pesadelo, ser utópico é a maneira mais consistente de ser realista no início do século XXI.