pendente: vincular na postagem de estações.
OLIVEIRA, M.F. (2025h18): OLIVEIRA, Marcos Fontoura de. Laudo Metrics Estação Vilarinho. Belo Horizonte, 16 jul. 2025 [mensagem de e-mail].
texto integral:
[…]
[…] é meu entendimento, como coordenador da CPA-BHTrans, que o empreendedor do Shopping Estação, com base no Laudo de Acessibilidade elaborado pela Metrics, já pode apresentar à SMMUR um cronograma de elaboração de projetos e de implantação de ações para adequação integral da Estação Vilarinho para superação de todas as inconformidades. Esse cronograma precisará ser previamente aprovado pela SMMUR. Tão logo seja recebido, a CPA-BHTrans pode analisá-lo para subsidiar decisão da SMMUR.
Sobre o conteúdo do Laudo de Acessibilidade (Metrics), a CPA-BHTrans, até o momento, recebeu comentários apenas de Renata Assis e Sérgio Manini (ambos da Sumob). Já fiz uma leitura integral e estou preparando um relatório analítico, ponto a ponto.
Como eu já havia alertado formalmente, falhas no checklist poderiam levar a imprecisões no laudo. Isso, de fato aconteceu, em alguns assuntos. O forte do Laudo Metrics é a avaliação dos requisitos mínimos de acessibilidade arquitetônica da edificação, mas sabemos que acessibilidade não se restringe a isso. A principal ausência é a não avaliação do desenho universal “como regra de caráter geral”, como está expresso na LBI.
Exemplifico: uma falha evidente no checklist (que implicou em conclusões equivocadas no laudo) é o item 5.3.1, assim formulado: “Pelo menos um em cada conjunto de catracas, cancelas, porta[sic] giratórias ou outro dispositivo de segurança no ingresso é acessível com altura mínima de 80cm?”. O item, assim formulado, dá a entender que o único requisito de acessibilidade seria sua largura, quando sabemos que não é. O efeito dessa falha no checklist é a conclusão (p.102) equivocada que “pelo menos um em cada conjunto […] é acessível […]”. Faltou no checklist Metrics uma itemização contendo todos os requisitos de desenho universal (naturalmente incluindo a largura, mas não se restringindo a isso). Isso poderia ter sido feito em um checklist separado a ser aplicado em cada linha de bloqueio. No checklist geral, então, à pergunta “as linhas de bloqueio são todas acessíveis?” teríamos “NÃO” como resposta em vez de “SIM”. Outro problema no relatório é não apresentar informações (não encontrei) básicas sobre as linhas de bloqueio da estação: quantas são, onde estão, quais são suas especificações e como são mantidas/operadas. Podemos superar isso facilmente, pois já tenho alguns checklists rascunhados na minha pesquisa de pós-doc. Pedirei para Socorro Pirâmides, com apoio de outros integrantes da nossa Comissão, elaborar um “checklist de linha de bloqueio” para integrarmos ao checklist da Estação Vilarinho. Ele nos servirá para diagnosticar a acessibilidade de todas as nossas estações. Uma vez concluído o checklist, nós mesmos o aplicaremos na Estação Vilarinho e o remeteremos à SMMUR como uma contribuição da CPA-BHTrans. Desde já adianto que a nossa conclusão será bem distinta da contida no Laudo Metrics, pois todos nós sabemos que todas as linhas de bloqueio de todas as estações de Belo Horizonte contêm muitas inconformidades de acessibilidade.
Por fim, para facilitar nosso trabalho, peço-lhe que nos envie o checklist aplicado/entregue pela Metrics à SMMUR em formato excell. Assim, poderemos inserir todos os ajustes que formos identificando como necessários. Faremos isso em um arquivo no Google Drive para que a SMMUR e todos os integrantes da CPA-BHTrans possam acompanhar.
Ficamos aguardando o arquivo,
Atenciosamente,
[…]