Inspeção realizada por Marcos Fontoura (pesquisador de Como viver junto na cidade), Everaldo da Mata (GARVN/BHTrans), Marcos Aníbal (CPA-PBH), Tatiane Carvalho (CMDPD-BH) e Ieda Milton (CPA-BHTrans) em 30/07/2025. Objetivo da inspeção: testar o checklist n.º 11a/b (integrante da aba 5.3 do checklist n.º 8a). Ela foi precedida de convite ao CMDPD-BH, à CPA-PBH e à CPA-BHTrans.
Primeiras constatações e ajustes em 3/07/2025 após a inspeção em 30/07/2025: as letras foram em grande medida aumentadas para “12” para facilitar a leitura; o checklist deve ser preparado para ser aplicado um para cada linha e não um para cada passagem; o campo “MEDIÇÃO” deve ser “___a ___” para que sejam medidos os máximos e mínimos (observou-se que as medidas variam bastante); vamos preencher as colunas “SIM/NÃO/NÃO SE APLICA” COM “x” (isso deve ser instruído por escrito); é preciso prever se há obstáculos (vimos cone sendo usado para impedir passagem onde a luz verde permanecia indicando acesso);
Questões eliminadas:
- 9 “A passagem está localizada em uma rota acessível?” foi eliminada deste checklist (bloqueio) e fará parte do checklist (rota acessível);
- 8 sobre “Os usuários com deficiência intelectual” por ser difícil de responder;
- 10 “A passagem apresenta circulação adjacente que permita giro de 180°?” por gerar dúvida;
- 11c “A catraca alta (tipo 5 / tipo 6) tem dimensões entre as pás que permitem a passagem de pessoa em cadeira de rodas?” por ser aplicável a portas giratórias e não a roletas.
A seguir, comentários gerais.
Na 1ª linha de bloqueio (Transfácil), na passagem com porta (sem catraca) usa-se uma corrente sem cadeado, mas há um cadeado ali pronto para uso, o que indica que é usado em algum horário. Por isso, ao preencher o checklist deve-se estar atento que o preenchimento do checklist dependerá muito de quem o preenche (pois cada inspetor exigências e curiosidades próprias).
Na 1ª linha de bloqueio observamos
Na 1ª linha de boqueio (Transfácil), na primeira passagem (com catraca) após a passagem com porta (sem catraca) há um cone impedindo a passagem. Visto de um lado, seria desnecessário usar o cone pois já há o aviso luminoso de “x” vermelho. No outro lado, no entanto, o aviso luminoso é “seta” verde, indicando erradamente que a passagem está livre. Deve-se prever algo no checklist que registre esse uso indevido (que compromete a acessibilidade).
foto 1
foto 2
Como
texto para composição do laudo:
Foi constatado em uma linha de bloqueio operada pelo Transfácil que quando uma catraca está inoperante é usado um cone para impedir a passagem, mas a indicação visual luminosa permanece sendo de “seta” verde. Assim, temos informação divergente: a seta indica “siga” e o cone indica “não siga”: isso não pode acontecer. O cone pode, se considerado necessário pelo operador da catraca, ser usado, mas quando for usado a seta não pode permanecer indicando “siga” (o ideal é que indique “x” vermelho”). Não se pode afirmar que isso aconteça em todas as linhas de bloqueio e nem seja um procedimento também adotado pelos demais operadores (MetrôBH e Ótimo), mas é importante garantir que isso não aconteça. Recomendação: que a BHTrans assuma a responsabilidade, em comum acordo com a Seinfra-MG, como um síndico da Estação Vilarinho (composta por três terminais) por emitir determinações aos três operadores (Transfácil, Ótimo e MetrôBH) sempre que detectar alguma irregularidade em alguma linha de bloqueio, buscando homogeneizar procedimentos que impeçam procedimentos distintos que confundam o usuário. Da mesma forma, os operadores devem se comprometer a não adotar procedimentos não pactuados. Isso se resolve, facilmente, com a elaboração e divulgação de “planos de contingência” (um plano para cada situação). Recomendação: solicitar aos três operadores que informem, por escrito, quais os procedimentos adotados quando uma catraca está inoperante; uma vez recebidos, os três procedimentos serão comparados e, em seguida, emite-se um plano de contingência único, determinado pelo “responsável “síndico” (que propomos ser a BHTrans). Aliás, fica mais uma vez evidenciada a necessidade de elaboração do “diagnóstico de governança” de cada estação, que deixaria evidente a ausência e a necessidade) de um síndico.
Na 8ª linha de bloqueio observamos que a passagem larga sem catraca tem duas portas, mas apenas uma porta é aberta/fechada pelo operador, a pedido (a outra fica sempre aberta).
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