PONDÉ, L.F. (2025): PONDÉ, Luiz Felipe. Segundo Georg Simmel, quanto mais consciência, mais sofrimento subjetivo. Folha de S.Paulo, São Paulo, out. . Disponível em: link externo. Acesso em: 26 out. 2025.
Após ler, compartilhei com Léa Souki dizendo que “achei a leitura meio rasa” e perguntei. “Implicância minha?”. Minha leitura de G. Simmel é bem diferente.
trechos (links meus):
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Autores como Georg Simmel (1858-1918) já escreveram sobre “O Impacto das Cidades Grandes no Espírito” —título do seu artigo publicado em 1904. Simmel, entre todos os fundadores da sociologia —Durkheim, Marx, Weber e, ele mesmo, Simmel—, é, sem dúvida, o mais sutil e sofisticado no tratamento dos seus objetos. Seu método de escrita ensaística será caracterizado por Adorno como “pensar com o lápis”.
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O entendimento —aqui sinônimo de consciência— tem vocação ao impessoal, “as decisões objetivas da lógica monetária”, numa palavra, ao dinheiro, e, por isso mesmo, fere a personalidade profunda, afeita à singularidade da “pouca consciência” cotidiana, vinculada à vida mais inconsciente e encaixada na lentidão da “longue durée” —longa duração— do historiador francês Braudel.
Portanto, o problema é “mais embaixo” do que a maldição dos celulares. O aumento da insanidade mental na modernidade não tem cura.