COSTA, J.A.L. (2026): LOPES, José Andrés Lopes da. Crepúsculo da razão ocidental: a crise do direito em tempos de domínio das redes e da inteligência artificial. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2026. 212p.
lançamento do livro: 14/05 na Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi em São Paulo – preço R$100.
artigo de Alexa Salomão sobre o livro na Folha de S.Paulo de 13/05/2026.
livro comprado no site da editora em 13/05/2026 e recebido em 20/05/2026:
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trecho do artigo de Alexa Salomão:
Costa alerta para a gravidade de uma ruptura criada pelo envelhecimento natural das instituições. Uma espécie de “caos dos princípios”, como ele descreve.
“Sob o pretexto de realizar a justiça, o poder aprendeu a desobedecer à lei. Sob o pretexto de proteger a sociedade, aprendeu a punir sem norma. Sob o pretexto de servir ao bem comum, aprendeu a servir-se de si. O resultado é um mundo em que o direito já não limita o poder, apenas o justifica.”
A dissolução do mundo como o conhecemos, explica o autor, não chega a ser um problema em si. Ao longo dos capítulos, Costa demonstra como a espiral do desenvolvimento intelectual e jurídico se estendeu por séculos, até consolidar o raciocínio mais elaborado de hoje. Fica claro que ápices costumam ser seguidos de derrocadas —que abrem espaço para um novo salto. A construção ocorre em ciclos.
trechos do livro:
p.177: A cadeia de responsabilidades se fragmenta até desaparecer. E sem prespomsabilidade, não há Direito. Há apenas fatos, despidos de imputação moral e jurídica.
comentário: Bom argumento, que lembra a fragmentação de responsabilidades na gestão das estações intermodais do trasnporte coletivo em BH: por vezes, nem mesmo os próprios gestores e nem o MP sabem qual é órgão resposável por garantir a acessibilidade em um determinado serviço (as linhas de bloqueio, por exemplo). Acesse o verbete estação de transporte coletivo urbano (RMBH).
p.177: Não basta imaginar freios. É preciso construí-los antes que a velocidade torne a construção impossível.
comentário: No caso da gestão do transporte metropoltano, não basta definir “quem cuida do que”, é preciso pactuar compromissos antes que a acessibilidade seja considerada uma utopia até mesmo pelos usuários.