OLIVEIRA, M.F. (2026h1): OLIVEIRA, Marcos Fontoura de. Encaminhamentos do despanho DPR/CPA-BHTrans de 10/06/2026. Belo Horizonte, 12 jun. 2026 [mensagem de e-mail].
texto integral:
Marcos Fontoura marcosfo@pbh.gov.br
12 de jun. de 2026, 13:51
para DPR/GAB-BHTrans
Bom dia […]
Em nosso despacho mensal desta semana, combinamos que eu lhe enviaria informações sobre dois assuntos: exemplos de passarelas com elevador e FTP no Grajaú.
Sobre as FTP (faixa de travessia de pedestres), visitei o entorno da Escola Bem-me-quer (não visitei a creche) com intervenções propostas na folha 01/02 do P.O. de 26/05/2026. Concluí que o P.O. não deveria ser implantado tal como foi elaborado. Minha rápida visita gerou dúvida, inclusive, se a FTP já existente na Rua Henrique Burnier (que no P.O. está proposto “Repintar horizontal”) deveria ser mantida. Minha recomendação é solicitar que a GECIP designe um projetista para emissão de um parecer de segurança viária para, então, a DPR poder tomar suas decisões. A FTP proposta para a Rua Alves Pinto pode facilmente ser implantada na calçada da escola, pois o meio-fio tem apenas 6cm. No outro lado da rua, entretanto, o meio-fio chega a 29cm e as palmeiras existentes ocupam boa parte da calçada, impedindo que haja a faixa livre mínima obrigatória. Talvez uma travessia elevada seja mais indicada.
Sobre a existência de passarelas com elevador, usei a IA para uma pesquisa exploratória e 50% das respostas que recebi são falsas. Apelo, portanto, à minha memória para listar alguns lugares que conheci pessoalmente. Fora do Brasil lembro-me de ter visto boas soluções em Tóquio (Japão), Seul (Coreia do Sul), Xangai (China) e Santa Fé (Argentina). Em todas essas cidades vi soluções baseadas em bons projetos e, por isso, os resultados são bons. Insisto: não basta haver um elevador junto a uma passarela: é preciso que o projeto seja concebido à luz do desenho universal. Caso contrário, estaremos diante de um projeto que privilegia o transporte motorizado e prejudica o pedestre. Conheci também muitas soluções ruins, principalmente na China.
De todas as passarelas que conheci, a que considero exemplar, urbanisticamente falando, é uma que visitei em 2013 em Xangai. O projeto é tão bom que as pessoas (como eu) vão ao local apenas para usar as escadas rolantes e os elevadores para, estando no alto (em uma passarela que vira “praçarela”), apreciar a cidade. As imagens abaixo falam por elas mesmas.
duas imagens dessa matéria
Cito agora dois exemplos de passarelas com elevador existentes em São Paulo, mais facilmente visitáveis. Há um bom projeto junto ao Aeroporto de Congonhas (clique aqui) e um projeto ruim na Avenida Rebouças (clique aqui). Afirmo isso (projeto bom / projeto ruim) recorrendo apenas à minha memória (não são constatações científicas strictu sensu).
Aproveito para solicitar sua autorização para compartilhar o checklist/laudo de linhas de bloqueio da Estação Vilarinho com os arquitetos/engenheiros que participarão das reuniões semanais da CPA-PBH (sobre elaboração de modelos de checklists) que começam na próxima semana (16/6), atendendo ao pactuado na reunião Compor de 28/05/2026. Em dezembro/2025, você me recomendou não distribuir os documentos que produzi e assim eu fiz até agora.
Atenciosamente,