
TÓIBÍN, C. (2004a): TÓIBÍN, Colm. Amor em tempos sombrios. Tradução; Cordelia Magalhães. São Paulo: Arx, 2004. 286p. Título original: Love in a dark time.
- TÓIBÍN, C. (2004b): TÓIBÍN, Colm. Introdução (Dublin, janeiro de 2002). In: Amor em tempos sombrios. Tradução: Cordelia Magalhães. São Paulo: Arx, 2004. p.9-16.
- TÓIBÍN, C. (2004c): TÓIBÍN, Colm. James Baldwin: A carne e o diabo. In: Amor em tempos sombrios. Tradução: Cordelia Magalhães. São Paulo: Arx, 2004. p.205-234.
trechos:
p.2026: […] Ele foi, também, um agotador e um propagandista, um ser político e engajado. […]
p.207: […] [palavras de Baldwin, no dia em que seu pai morreu, em Notes of a native son] Durante um mês antes disso [em 1943], enquanto todas as nossas energias estavam concentradas em esperar por esses acontecimentos, aconteceu um dos mais violentos e sangrentos distúrbios raciais do século, em Detroit. […]sobre
p.210: A amargura de Baldwin foi deflagrada quando trabalhou numa fábrica de material bélico em Nova Jersey, durante a guerra, e aprendeu que “bares, boliches, restaurantes e muitos lugares para morar” estavam fechados para ele. Algo nele o fazia teimar em ir a esses lugares, sofre a rejeição, forçando as pessoas a se recusarem a servi-lo. Ele descreveu sua última noite em Nova Jersey [o fato a seguir narrado aconteceu em Trenton], quando foi recusado num daqueles cafés e resolveu entrar num “enorme e brilhante restaurante da moda, no qual eu sabia que não me serviriam, nem com a intervenção da Virgem”. Ele se sentou aum [sic] mesa até que a garçonete veio e disse: “Não servimos negros aqui”. Ele percebeu o medo e a desculpa em sua voz. “Eu queria que ela chegasse perto o bastante para agarrar seu pescoço entre as minhas mãos.” Em vez disso, jogou meio caneco de água nela, errou e correu. Mais tarde compreendeu que
- […] estava pronto para cometer assassinato. Não enxergava nada muito claramente, mas percebi isso: que minha vida, minha verdadeira vida, estava em perigo, e não por algo que outras pessoas pudessem fazer, mas pelo ódio que carregava em meu coração. trecho do ensaio “Notas de um filho nativo” que está no livro homônimo da edição brasileira de 2020]
p.211: Baldwin publicou isso [dito na página anterior] em 1955, aos 31 anos. Seu tom nesses primeiros ensaios…
p.211: […] Ele se mudou para a parte sul da cidade [de Nova York] depois que seu pai morreu, e começou a circular em Greenwich Village. “Naquela época, havia bem poucos negros no Village”, ele escreveu em 1985.
- […] e daqueles poucos, eu era, decididamente, o mais improvável […] Na minha infância até a minha adolescência, meus colegas me chamavam de maricas […] Eu era chamado de bicha em todas as esquinas.
p.226: O envolvimento apaixonado de Baldwin no Movimento pelos Direitos Civis não o fez sentir-se à vontade nem confortável entre sua própria gente. O Movimento era ainda mais hostil aos homossexuais do que a sociedade mais ampla. […]
p.233: […] “Eu finalmente tive que ir embora para sempre… […] Suponho que minha decisão foi tomada quando Malcom X foi assassinado, quando Martin Luther King foi assassinado, quando Medgar Evans foi assassinado, e John e Bobby e Fred Hampton foram assassinados. […]
última atualização em 11 de julho de 2020