GONZALEZ-FOERSTER, D. (2010): GONZALEZ-FOERSTER, Dominique. Desert Park (2010). concreto, areia, livros diversos, dimensões variáveis. Brumadinho, Inhotim, 2010.
observação: A artista integra o verbete artistas avulsos e exposições sobre personalidades da Biblioteca do LevanteBH.

No website do Inhotim (acesso em 19/10/2025) lemos:
Ao contrário de muitas obras do Instituto Inhotim, que se integram à paisagem, Desert Park (2010) foi idealizada para ser, intencionalmente, um elemento destoante. Ela reúne uma pequena coleção de diferentes tipologias de abrigos de ônibus, feitos de concreto e em tamanho real, pré-fabricados localmente.
A artista se apropria de uma referência importante do mobiliário urbano modernista do período entre 1940 e 1960. A área dessa espécie de praça é coberta por areia branca, criando um cenário artificial, desértico.
A obra é uma referência de Dominique ao livro Burning World (1964) de J. G. Ballard, e também ao White Sands Desert do Novo México, nos Estados Unidos da América. Esse ambiente quase inóspito proposto pela artista, provoca estranheza em relação ao paisagismo tropical que o circunda.
A seguir, fotografias da obra (crédito: Marcos Fontoura de Oliveira – out. 2025):
Ao aproximar da obra, após sair da Galeria Adriana Varejão, vemos/lemos:



A obra é composta por cinco abrigos de passageiros em pontos de ônibus. Três deles eu conheço bem, instalados que foram (e ainda há alguns “perdidos” pela cidade) em Belo Horizonte. Dois deles eu nunca havia visto. Vamos a eles:





Esse abrigo é bem curioso, pois não há local para o passageiro sentar. Por outro lado, é interessante por ter uma cobertura que se projeta sobre o local onde o ônibus encostaria para um embarque/desembarque do passageiro sem que ele se molhe quando estiver chovendo. Será que ele existe implantado em algum lugar ou é uma abstração da artista?
Sobre os bancos dos abrigos, alguns livros aguardam os visitantes (no website no Inhotim – acesso em 20/20/2025 – os livros mostrados são outros: “The Misfits” de Arthur Miller, “2666” de Roberto Bolaño, “Ask the Dust” de John Fante):

