Gordon Parks: A América sou eu
acesse também a matéria “Mostra de Gordon Parks mostra a beleza da negritude diante do horror racista” na Folha de S.Paulo.
trecho inicial da matéria:
Matheus Rocha
São Paulo
Primeiro, o que chama a atenção é a beleza da imagem. Uma jovem negra e sua sobrinha estão do lado de fora de um antigo teatro. Seus vestidos de renda evocam a aura de elegância e sofisticação dos anos 1950. Depois, o que se impõe sobre a fotografia é a barbárie.
“Entrada para pretos”, diz em cores cintilantes e letras garrafais uma placa pendurada na fachada do cinema. De repente, a atmosfera de fantasia se dissipa para dar lugar aos Estados Unidos da segregação racial, período em que o racismo não estava inscrito apenas nos costumes, mas também nas leis do país.