Esta postagem integra lista do verbete interseccionalidade.
COLLINS. P.H. & BILGE, S. (2021): COLLINS, Patricia Hill; BILGE, Sirma. Interseccionalidade. Prefácio: Patricia Hill Collins e Sirma Bilge. Tradução: Rane Souza. Orelha: Winnie Bueno. São Paulo: Boitempo, 2021. 288p. Título original: Intersectionality.
comentário 1: Esse documento compõe as referências de NTA n.º 5E.
comentário 2: Esse livro tem uma bela capa de Flávia Bomfim (concepção e bordado © 2021).
comentário 3: Cheguei a este livro pela reportagem (link) “Se eu olhasse só o debate nas redes sociais, sairia correndo, afirma Patricia Hill Collins” na Folha de S.Paulo de 25/04/2021.
comentário 4: Comprei este livro (capa bordada) em 06/01/2022 no site da Boitempo depois de procurá-lo e não encontrar em livrarias de BH.
ponto de atenção: Citar na NTL n.º 1.
ponto de atenção (superado): Integra as referências de pelo menos uma versão da NTL n.º 2 – Política.

No site da Boitempo (acesso em 06/01/2022):
A interseccionalidade se tornou tema recorrente nos círculos acadêmicos e militantes. Mas qual é o significado exato do termo e por que surgiu como ferramenta indispensável para pensar as desigualdades sociais de raça, classe, gênero, sexualidade, idade, capacidade e etnia?
Nesta obra, as autoras fornecem uma introdução muito necessária ao campo do conhecimento e da práxis interseccional. Elas analisam o surgimento, o crescimento e os contornos do conceito e mostram como as estruturas interseccionais abordam temas diversos, como direitos humanos, neoliberalismo, política de identidade, imigração, hip hop, protestos sociais, diversidade, mídias digitais, feminismo negro no Brasil, violência e Copa do Mundo de futebol.
Escrito de maneira acessível e usando exemplos reais para ilustrar seus argumentos, o livro destaca o potencial da interseccionalidade para compreender as desigualdades e trazer mudanças orientadas à justiça social.
trechos que marquei enquanto lia o livro:
p.9: […] Por uma feliz coincidência, pegamos o mesmo ônibus em uma visita ao Museu do Apartheid Kwa Muhle e às towships*, que ainda hoje sofrem os efeitos do apartheid.
*Towships são áreas segregadas em regiões periféricas. (N.T.)
p.10: […] durante uma visita ao Musée de l’Art Brut, um museu pequeno, porém notável, onde encontramos trabalhos de grupos considerados outsiders, como peças artísticas feitas por pacientes psiquiátricos. […]
p.10: […] a arte influencia nossas sensibilidades interseccionais.
p.11: […] Esta obra é um roteiro de descoberta, não o retrato de um produto acabado. […]
p.32-33: De acordo com o Relatório Mundial sobre Desigualdade (WRI em inglês), […] [nota = World Inequality Report (WRI), “Executive Sumary”, 2018. […].