cultura libertária
indignação esperançada
indignado
liberal
liberal libertário
liberalidade
libertário
reformista
revolucionária/o em português / revolutionary em inglês
Este é um verbete complementar de equidade / igualdade, que é um verbete-chaves da pesquisa de pós-doutorado de Marcos Fontoura de Oliveira. Acesse também os verbetes, daqui derivados: cultura libertária e comunista libertário.
A seguir, informações pontuais sobre o assunto em ordem cronológica decrescente.
2024: No livro “A esquerda não é woke“, Susan Neiman confidencia: “Não me considero uma liberal, talvez porque eu viva em um lugar onde “liberal” significa apenas “libertário” […]. Em uma época em que até mesmo a palavra “liberal” é muitas vezes uma calúnia na cultura americana, é fácil esquecer que “socialista” já foi uma posição política perfeitamente respeitável na terra da liberdade.
11 jul. 2019: as diferenças entre liberal, reacionário, reformista e revolucionário são apontadas no artigo “Quem é conservador?” do psicanalista Contardo Calligaris.
set. 2018: Léa Souki, no artigo “Barcelona: a persistência de uma cultura libertária, afirma que “[…] o papel dos libertários (sejam anarquistas, comunistas, socialistas) consiste em oferecer soluções práticas aos problemas urgentes que o povo enfrenta, através do sistema de autogestão, sob os princípios da liberdade, dignidade e solidariedade.” (p.270). Ela destaca que “O termo libertário deve ser utilizado com cuidado pela amplificação que vem sofrendo, especialmente depois de sua adoção pelos ‘liberais libertários’, situados na extrema direita americana.” (p.275/nota 3). Cita (p.278: nota 53) “os indignados” como movimento pacífico que “denunciou o sistema que sustenta uma democracia entendida como farsa, ancorada em acordos de partidos, de sindicatos e de políticos cuidando de negócios que beneficiam somente a eles próprios”.
1970: Capa de uma edição da revista Nesweek é citada em carta de James Baldwin (que assina Irmão James ao final) a Angela Davis, que está presa, em 19 de novembro de 1970. Nessa capa está escrito: Angela Davis – Black Revolutionary – Revolution is a serious thing, the most serious thing a revolutionary’s life. When one commits oneself to the struggle, it must be for a lifetime. [tradução livre nossa. Angela Davis – Revolucionária negra– A revolução é uma coisa séria, a coisa mais séria da vida de um revolucionário. Quando alguém se compromete com a luta, deve ser por toda a vida.]
1876-1877: Na biografia de Joaquim Nabuco, que chega aos Estados Unidos em 1876 vindo da Inglaterra e fica até 1877, Angela Alonso narra que ele “Admirou-se com a liberalidade americana, que permitia às moças andarem sozinhas com os rapazes – coisa inacreditável na maior parte da Europa e no Brasil. Mas foi surpreendido pela fidelidade inflexível das casadas – nisso também opostas às europeias e brasileiras: ‘Aqui não há liasons de ordem alguma […] Fora do casamento não há nada aqui’, lamentou em 9 de janeiro. […]”.