SOUZA, A.C. et al (2025): ___. Mobiliário urbano e gestão do espaço público: indicações técnicas para abrigos de ônibus em capitais do sudeste brasileiro. Revista Brasileira de Planejamento e Desenvolvimento, Curitiba, v. 14, n. 01, p. 97-114, jan./abr. 2025. Disponível em: link externo. Acesso em: 19 out. 2025.
comentário: O artigo analisa Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Vitória. Cita Nova York e Londres. A acessibilidade nas cidades pesquisadas aparenta ser tratada retoricamente. Mais uma vez, fica clara a necessidade de elaborar um checklist de acessibilidade.
Autores
Anna Calil e Souza
anna.calil@estudante.ufjf.br
Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de Fora. Minas Gerais. Brasil.
Danielle Lopes Vilas
danielle.vilas.arquiteta@gmail.com
Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de Fora. Minas Gerais. Brasil.
Antonio Ferreira Colchete Filho
antonio.filho@ufjf.br
Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de Fora. Minas Gerais. Brasil.
trechos:
RESUMO
O mobiliário urbano exerce importante função para o melhor desempenho dos espaços públicos no atendimento aos cidadãos. O objetivo deste artigo é analisar diretrizes técnicas e legais para abrigos de ônibus que, além de servirem como um apoio na espera pelo transporte público, também contribuem para propiciar conforto e segurança durante esse processo. Foi realizada uma revisão de literatura em manuais, cartilhas e códigos de posturas das quatro capitais do sudeste brasileiro com o intuito de analisar e comparar as diretrizes utilizadas por cada cidade. Como resultados, foi observado que algumas cidades priorizam aspectos como a acessibilidade universal, garantindo que os abrigos sejam adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Conclui-se que cada município possui diretrizes próprias para instalação de abrigos de ônibus, mas torna-se fundamental uma articulação maior entre as cidades para potencializar o uso do mobiliário no espaço público. Além disso, destaca-se a importância de considerar as necessidades específicas da população local ao desenvolver diretrizes para abrigos de ônibus.
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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No caso dos abrigos de ônibus, a partir das indicações técnicas e legais disponíveis em documentos diversos das quatro capitais do sudeste brasileiro, nota-se que este é um tema complexo que não se encontra totalmente desenvolvido. A distribuição do mobiliário urbano (e de qual tipo) pelas cidades também indica o grau de prioridade com determinado bairro e/ou região. A materialidade do mobiliário expressa questões para além de sua forma.
Assim, a difícil equação entre o que pode ser generalizado e o que deve ser específico para regulamentar indicações técnicas e legais para o mobiliário urbano como um conjunto de elementos, ou para os abrigos como um item importante desse conjunto, não deve ser impeditivo para se avançar. O mobiliário urbano se assemelha em complexidade à gestão do espaço público, em suas variadas naturezas e escalas. Indissociáveis, estão presentes tanto nas questões que suscitam, como nas respostas que devem ser elaboradas com vistas ao enriquecimento do cotidiano das populações.