OLIVEIRA, M.F. (2026c1): OLIVEIRA, Marcos Fontoura de. Ausência de acessibilidade em São Paulo (Largo do Arouche). LevanteBH, Belo Horizonte, 29 jul. 2026 (atualizado em 29/07/2026) – crédito das fotografias: Marcos Fontoura de Oliveira (uso autorizado pedindo-se apenas que seja citada a fonte).
ponto de atenção (NTL n.º 16 e exposição): citar na nota técnica e usar para integrar a exposição como não viver junto na cidade: caixa de Pandora da cultura cidadã.
Integra também as listas cronológicas dos verbetes sobre estacionamento reservado para pessoas com deficiência (Brasil) e para pessoas idosas (Brasil).
Em visita a São Paulo (SP/Brasil) em julho de 2026, foram registradas imagens de um local, embora propício, sem estacionamentos reservados para pessoas idosas e pessoas com deficiência. Consultando o Google Maps, a visualização fica ainda melhor, pois é possível percorrer remotamente o entorno com o uso do Pegman.

Em ambos os lados da rua, vemos que o meio-fio foi eliminado em alguma reforma promovida na praça, deixando as calçadas e a pista de rolamento no mesmo nível. As sarjetas foram substituídas por grelhas.
Essa é uma situação ideal para implantação de vagas reservadas para pessoas com mobilidade reduzida (no Brasil há duas categorias com esse direito: pessoas idosas e pessoas com deficiência). Afinal, o caminhamento do automóvel para a calçada se daria sem os obstáculos provocados pela necessidade de um trajeto entre níveis diferentes. No entanto, não há sequer uma vaga reservada nesse trecho. A regulamantação é 100% de “rotativo pago a 45 graus” à esquerda e “R6c – proibido parar e estacionar” à direita.
Destaque-se que à direita há o famoso Mercado de Flores do Arouche, que remonta ao ano de 1914 (fonte). à direita há o também famoso restaurante francês La Casserolle” existente desde 1954 (fonte). Ambos (mercado e restaurante) estão imortalizados em música “Freguês da Meia-Noite” de Crioulo lindamente cantada por Ney Matogrosso.
“Meia-noite / Em pleno Largo do Arouche / Em frente ao Mercado das Flores / Há um restaurante francês / E lá, te esperei…” (ouça).
O falta de desnível do lado direito (onde não é permitido nem parar e nem estacionar) é uma estravagância. Observe-se a faixa tátil direcional amarela ao longo de todo o trecho, sinalizando para as pessoas com deffciência visual um trajeto seguro e autônomo. Ledo engano: enquanto observada o movimento, muitos foram os automóveis que estacionaram nessa calçada, até mesmo para desembarcar passageiros que se dirigiam ao restaurante.
O local está bonito e limpo, e o freguês da meia noite” pode continuar esperando. No entanto, a prefeitura local perde uma boa oportunidade de oferecer um lugar acessível para seus cidadãos.