Esta postagem integra lista do verbete cidade suave / soft city.
SIM, D. (2019): SIM, David. Soft City: Building Density for Everyday Life. Foreword: Jan Gehl. Washington: Island, 2019. 256p.
- GEHL, J. (2019): GEHL, Jan. Forewod. In: SIM, David. Soft City: Building Density for Everyday Life. Washington: Island, 2019.
SIM, D. (2022): SIM, David. Cidade suave: densidade, diversidade e proximidade na vida cotidiana. Prólogo: Jan Gehl. Tradução: ___. Brasília: Vicinitas, 2022. 244p. Título original: Soft City: Building Density for Everyday Life (Island Press).

Sobre o livro lemos no Whow (acesso em 20/02/2021):
Soft City: você sabe o que é isso?
Cidades com menos barreiras e mais ocupação de espaços comuns melhoram a relação entre as pessoas e ajudam a economia, segundo David Sim. Ele lançou no último mês o livro Soft City: Building Density for Everyday Life sobre qualidade de vida no contexto urbano.
por Adriana Fonseca em 9 de setembro de 2019
O que são boas cidades ou soft cities? Na perspectiva de David Sim, diretor criativo e sócio da Gehl–consultoria global de design e pesquisa urbana–boas cidades são aquelas que tornam possíveis as conexões entre os seres humanos e as mais diversas experiências. É isso o que ele chama de “softness” (suavidade), um contraste à aspereza que é frequentemente aplicada à vida urbana.
Em seu novo livro, Soft City, Sim investiga essa ideia de suavidade no contexto urbano e o que isso significa.
De uma forma simplificada, a maneira mais fácil de pensar sobre a suavidade no contexto urbano é considerar a ideia dos limites que você sente ao se deslocar pela cidade. Ele explica com suas próprias palavras:
“Durante décadas, o planejamento urbano se concentrou em desenvolver maneiras de reorganizar a atividade humana em silos distintos, separar pessoas e coisas e, ao fazer isso, reduzir o risco de conflito”, escreveu Sim. “Em vez disso, gostaria de me concentrar em como aspectos potencialmente conflitantes da existência cotidiana podem ser reunidos e conectados para proporcionar qualidade de vida.”
ESPAÇOS URBANOS
Uma das formas de se fazer isso, na visão do autor, é criar edifícios em camadas, e ele dá um exemplo prático de uma dessas construções em Gotemburgo, na Suécia. No subsolo há uma pista de boliche e um restaurante, lojas no térreo, uma escola em alguns dos andares do meio e espaços de coworking e escritórios espalhados por todo o prédio.
Para quem está acostumado a ver esses locais instalados em estruturas distintas, pode parecer desorganizado e até sem sentido. Mas Sim ilustra em seu livro o quão funcional é esse tipo de edifício e como ele promove a construção de relacionamentos entre gerações e contextos.
“É sobre densidade e diversidade”, descreve Sim. “A densidade por si só não é interessante.”
E com isso ele quer dizer que não é suficiente que as cidades construam muitos edifícios próximos, um colado ao outro. O que faz com que um edifício promova interação e relacionamento entre as pessoas é ele suportar uma infinidade de recursos e interações
NOVOS NEGÓCIOS
Nesse modelo de soft city, inclusive, reduz-se a quantidade de carros nas ruas e abre-se espaço para diferentes modalidades de transporte, como a bicicleta. Sim defende, ainda, que quando as pessoas se movimentam pela cidade sem carro, em uma bike ou a pé, isso movimenta a economia.
“Ao passar de bicicleta pela padaria de manhã e sentir o cheiro de bolos recém-assados, você pode, no calor do momento, decidir pular da bicicleta e comprar um café da manhã para você e seus colegas a caminho do trabalho”
Esse seria um outro exemplo de “suavidade”, de como um trajeto pode se transformar em uma parada no comércio local ou experiência social.
Com sede em Copenhagen, na Dinamarca, a Gehl, se dedica a fazer projetos urbanos para pessoas. Entre seus trabalhos há desde a revitalização de um bairro industrial em Estocolmo até a remodelação de ruas de Shanghai, na China, e partes no centro de São Paulo.
Para ele, uma soft city resolvem boa parte dos problemas urbanos atuais. “Ao implementar essas soluções você também favorece as pessoas, que estão no espaço público juntas com mais frequência, em um ambiente humano mais agradável. E com isso nós voltamos a ganhar confiança no outro.”
no website (acesso em 02/11/2025) da editora lemos:
Sobre o autor
David Sim
Com tradução para cerca de 20 idiomas, o livro “Cidade Suave” fez de David Sim uma referência em planejamento urbano habitável e sustentável.
Ele começou seus estudos de arquitetura em seu país natal, a Escócia, mas, depois de assistir às palestras de Jan Gehl, se mudou para a Escandinávia para completar sua educação.
Após distinta carreira ensinando arquitetura na universidade de Lund na Suécia, onde recebeu o prêmio de “professor do ano”, passou 17 anos no renomado escritório de planejamento urbano Gehl Architects, onde viu a empresa crescer de quatro pessoas em um sótão, para uma renomada marca mundial com escritórios em Copenhague, Nova Iorque e São Francisco.
David Sim possui um portfólio impressionante de planos diretores, estratégias e projetos urbanos em todo o mundo, desde as Highlands escocesas até os lagos da Patagônia e dos subúrbios de Melbourne até o centro de Tóquio.
Também liderou o plano de recuperação da cidade de Christchurch, devastada após o terremoto de 2011, como se pode ver no premiado documentário “A Escala Humana”. Em 2021, recebeu o título de Membro Honorário da Royal Incorporated of Architects na Escócia.
Baseado na Suécia, David Sim atua como especialista urbano em sua empresa de consultoria, tornando cidades, vilas e povoados mais suaves.
comentário: o documentário citado acima é: “A Escala Humana” (Andreas M. Dalsgaard, Dinamarca, 2012, 83’).
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