WRI (2016j3): WORLD RESOURCES INSTITUTE – WRI BRASIL. Checklist de Acessibilidade para Corredores de Ônibus e BRT. Porto Alegre, novembro de 2016. 48p. Disponível em: LevanteBH. Acesso em: 11 maio 2024. [documento elaborado a partir da “Inspeção de acessibilidade do Move Belo Horizonte – Workshop Acessibilidade para Todos” (2016).
WRI (2016j6a): WORLD RESOURCES INSTITUTE – WRI BRASIL. Inspeção de acessibilidade do Move Belo Horizonte – Workshop Acessibilidade para Todos. Organização: Paula Santos Rocha; Ariadne Samios. Revisores WRI: Lara Schmitt Caccia; Virginia Bergamaschi Tavares. Revisores externos: Marcos Fontoura de Oliveira (BHTrans); Flávia Pinheiro Tavares Torres (Crea-MG); Ronaldo Guimarães Gouvêa (Engenharia UFMG); Ana Marcela Ardila Pinto (Sociologia UFMG). Porto Alegre, novembro de 2016. 192p. + Anexo (48p.). Disponível para baixar (sem o anexo) em: link externo-BHTrans. Acesso em: 30 set. 2018 e 5 abr. 2019.
- WRI (2016j6b): WORLD RESOURCES INSTITUTE – WRI BRASIL. Inspeção de acessibilidade do Move Belo Horizonte – Workshop Acessibilidade para Todos. Porto Alegre, novembro de 2016. cap.3 – Método de inspeção, p.13-24.
OLIVEIRA, M. F. (2016p): OLIVEIRA, Marcos Fontoura de. Revisor externo. In: WORLD RESOURCES INSTITUTE – WRI BRASIL. Inspeção de acessibilidade do Move Belo Horizonte – Workshop Acessibilidade para Todos. Organização: Paula Santos Rocha; Ariadne Samios. Revisores WRI: Lara Schmitt Caccia; Virginia Bergamaschi Tavares. Revisores externos: Marcos Fontoura de Oliveira (BHTrans); Flávia Pinheiro Tavares Torres (Crea-MG); Ronaldo Guimarães Gouvêa (Engenharia UFMG); Ana Marcela Ardila Pinto (Sociologia UFMG). Porto Alegre, novembro de 2016. 192p.
ponto de atenção: Esse documento é referência central da NTL n.º 6 – BRT e referência complementar da NTL n.º 8 – Pontos e estações e da NTL n.º 11 – Linhas de bloqueio.
O que aqui denominamos “checklist WRI de acessibilidade em BRT (Belo Horizonte)” é denominado no relatório WRI de “checklist de acessibilidade para corredores de ônibus e BRT”. Significa dizer que, ao ser elaborado, houve a pretensão de poder ser utilizado não apenas no BRT de Belo Horizonte, mas em qualquer corredor de ônibus, estruturado ou não como BRT, em qualquer cidade.
O checklist WRI é utilizado como base para o ckeclist de acessiblidade em BRT que integra o caderno de ckecklists e outros formulários do LevanteBH. Ele é o ponto de partida para cálculo do indicador BRT IC (BH) . Com seus componentes, esse indicador fornece um resultado representativo da cidade, desmembrado por corredor e para cada um dos muitos componentes do subsistema BRT de Belo Horizonte em 2016.
trechos do documento:
p.13:
3 MÉTODO DE INSPEÇÃO
3.1 CHECKLIST DE ACESSIBILIDADE PARA CORREDORES DE ÔNIBUS E BRT
O checklist de acessibilidade para corredores de ônibus e BRT foi elaborado pelo WRI Brasil Cidades Sustentáveis como ferramenta de avaliação do acesso às estações de integração e seus entornos. Os elementos do checklist foram elaborados levando em consideração as diretrizes das normas técnicas brasileiras. Foram inseridos no checklist determinados elementos urbanos que não são especificados pelas normas brasileiras, contudo são importantes na provisão do acesso às estações e aos terminais, portanto suas diretrizes foram estabelecidas a partir das boas práticas nacionais
e internacionais. Exemplo disso é a diretriz que determina a largura mínima para canteiro divisor de pistas, definida no documento “Accessible
Rights-of-Way: A Design Guide”, do Departamento de Transportes dos Estados Unidos. O checklist é dividido em quatro módulos de análise, dentro
dos quais estão listados os elementos a serem inspecionados de acordo com especificações legais ou referência de boas práticas, como mostram as tabelas 1, 2, 3 e 4.
p.14: Tabela 1: Módulo de análise 1 – Elementos para travessia
[…]
p.16: Tabela 2: Módulo de análise 2 – Passarelas
[…]
p.19: Tabela 3: Módulo de análise 3 – Acesso à plataforma
[…]
p.23: Tabela 4: Módulo de análise 4 – Elementos da plataforma
[…]
p.35: É importante também destacar que o cumprimento das normas técnicas muitas vezes não garante a acessibilidade universal efetiva. Um exemplo claro disto na aplicação do checklist pode ser observado em relação às catracas: a grande maioria das equipes verificou que as catracas acessíveis do Move estavam de acordo com as exigências da norma [então vigente na época de concepção do ckecklist], ou seja, possuíam largura adequada para permitir a passagem de pessoas em cadeira de rodas. No entanto, a análise crítica de alguns avaliadores neste ponto foi fundamental para o diagnóstico de que, na maioria das estações, estas catracas encontram-se trancadas com cadeados, sendo necessário o acionamento de um funcionário para liberar a passagem. A acessibilidade universal prevê a ausência de barreiras, o que garante a igualdade de oportunidades a todas as pessoas, independente das suas necessidades. No caso das catracas, além da conformidade com a norma, para se alcançar o desenho universal, o uso de todas as catracas da estação de forma autônoma e por qualquer pessoa, com restrições ou não, deveria ser assegurado. Deve-se buscar o desenho universal em todos os equipamentos, para que sejam inclusivos, com condições de uso iguais para todos.
comentário: Essa desconformidade não foi refletida na apuração do BRT IC (catracas) em 2016. Ela é incorporada na medição da pesquisa Como viver junto na cidade, que cria um novo indicador para substituí-lo: o indicador BRT IC (linha de bloqueio).
[…]
5.6.3 Catracas
O que diz a norma brasileira (ABNT NBR 9050:2015) [comentário: essa era a norma existente à época]
• Os equipamentos de controle de acesso e máquinas de autoatendimento devem permitir o uso, da forma mais equitativa possível, a todas as pessoas, inclusive as que apresentam algum tipo de deficiência. Item 9.4 ABNT NBR 9050:2015.
• Quando houver equipamentos de controle de acesso através de catracas ou outras formas semelhantes de bloqueio, devem ser previstos dispositivos, passagens, portas ou portões com vão livre mínimo de 0,8 m de largura. Item 9.4.1.1 ABNT NBR 9050:2015.
• Os dispositivos acessíveis devem ser sinalizados, assegurando a autonomia do usuário. Item 9.4.1.3 ABNT NBR 9050:2015.
O que foi observado e recomendações
As estações do Move possuem uma catraca acessível no conjunto, sinalizada com o Símbolo Internacional de Acesso, para uso exclusivo de pessoas com deficiência. A largura das catracas ditas acessíveis varia entre 0,8 m e 0,9 m. Sugere-se, contudo, a preferência pelo uso de catracas tipo “guilhotina” (figura 22), que possuem desenho universal e podem ser utilizadas por uma gama maior de passageiros. Em diversas estações, foi observado que as catracas acessíveis ficam trancadas e, para serem utilizadas, é necessário que o funcionário da estação libere o acesso. Esta situação não permite autonomia no acesso à estação, colocando em situação de constrangimento usuários que precisam utilizá-las.
Figura 22: catracas tipo “guilhotina”, estação do metrô de São Paulo.

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p.70: O Símbolo Internacional de Acesso está afixado na catraca acessível e na porta de embarque de algumas estações. É importante garantir que estes equipamentos sinalizados sejam de fato parte de uma rota acessível. Recomenda-se também que a saída de emergência seja acessível e sinalizada da forma correta.
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p.79:
A estação [Quadras da Vilarinho] dispõe de uma catraca acessível, estando de acordo com o que estabelece a norma.
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p.82: A catraca sinalizada como acessível [da Estação Cristiano Guimarães] possui 75cm de largura, inferior à estabelecida pela norma para este equipamento. {no relatório de inspeção temos: BRT IC = 50%, que é um valor não previsto e não explicado: no elemento “catracas” há apenas uma diretriz no checklist, para o qual deve-se responder SIM/NÃO, ou seja, SIM => 100% e NÃO => 0%; como houve necessidade de ajustar o resultados de três estações de 100% para 0%, optamos por ajustar o resultados dessa estação para 100% com o objetivo de manter o resultado final do BRT IC em 62%, pois simulando “-” para essa estação o resultado seria 61%}
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p.88: Existe uma catraca acessível em cada módulo da estação [São João Batista].
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p.92: [na Estação Lagoa do Nado] A catraca acessível possui dimensões adequadas.
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p.126: […] A catraca do módulo metropolitano [da Estação Operários] possui 1,05 m de largura, estando de acordo com a norma de acessibilidade. […]

p.138: Cada módulo [da Estação Senai] possui ao menos uma catraca acessível.
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p.142: [na Estação Minas Shopping A] Existe uma catraca acessível, com 97 cm de largura. No entanto, a equipe relatou que esta passagem fica trancada por uma corrente, o que causa um certo constrangimento ao usuário de cadeira de rodas, que fica na dependência de alguém retirar esse dispositivo para livre passagem. É importante ressaltar que, em função da pequena passagem que as catracas normais oferecem, se faz necessário que o obeso utilize a passagem de pessoas em cadeira de rodas, trazendo o mesmo constrangimento para liberação de seu uso. {no relatório de inspeção temos: BRT IC = 100% em vez de 0%, que seria o valor correto}
[…]
p.145: A catraca acessível [da Estação Minas Shopping B] possui 83 cm de largura.
[…]
p.149: A catraca acessível da estação [Ouro Minas] possui 95 cm de largura, estando de acordo com a norma de acessibilidade.
[…]
p.152: A catraca acessível [da Estação União] possui 83,5 cm, mas está na direção da máquina automática, que não possui sinalização tátil e obstrui a passagem de pessoas com mobilidade reduzida. {no relatório de inspeção temos: BRT IC = 100% em vez de 0%, que seria o valor correto}
[…]
p.155: A catraca acessível [da Estação Ipiranga] possui 84 cm de largura, estando de acordo com a norma.
[…]
p.158: A catraca acessível [da Estação Cidade Nova A] possui largura de 83cm, mas a equipe de inspeção relatou que, na prática, este espaço tem sido utilizado como suporte ao pessoal de operação da estação (por exemplo, para posicionar a cadeira para funcionários da segurança). {no relatório de inspeção temos: BRT IC = 100%}
[…]
p.161: A catraca acessível [da Estação Cidade Nova B] possui 87 cm de largura, atendendo a norma.
[…]
p.164: A catraca acessível [da Estação Feira dos Produtores] possui 85 cm de largura, e está de acordo com a norma.
[…]
p.167: A catraca acessível [da Estação São Judas Tadeu] possui 90 cm de largura, e está de acordo com a norma. […] A sinalização visual no módulo municipal possui bom contraste, mas não há áreas de resgate ou saída de emergência sinalizadas, e a catraca sinalizada com Símbolo Internacional de Acesso fica trancada e escondida atrás da máquina de venda automática.{no relatório de inspeção temos: BRT IC = 100% em vez de 0%, que seria o valor correto}
[…]
p.170: A catraca acessível [da Estação Sagrada Família] possui 85 cm de largura, estando de acordo com a norma.
[…]
p.173: A catraca acessível do módulo [da Estação Silviano Brandão] municipal possui 85 cm, estando de acordo com a norma.
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p.180: As catracas acessíveis [da Estação Rio de Janeiro] possuem vão de 88 cm, mas existe um pilar em frente a [sic] catraca que não permite espaço de giro para pessoas em cadeira de rodas. {no relatório de inspeção temos: BRT IC = 100%, informação que, se confirmada, exige ajustar o resultado para 0%}
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