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A Biblioteca do LevanteBH é a evolução de um sistema de informações organizado em planilha Excel que denominei SisMob-BH. Comecei a construí-lo em 2012 para sustentar a pesquisa da minha tese de doutorado. Posteriormente, eu disponibilizei gráficos na home page da BHTrans e ele foi agraciado em 2014 com o Prêmio Inovar BH da Prefeitura de Belo Horizonte.
Desde sua criação, o SisMob-BH foi crescendo de forma vigorosa mês a mês chegando em dezembro de 2020 a mais de treze mil registros de textos, imagens, vídeos, indicadores, gráficos etc. Em fevereiro de 2022 fiz uma nova contagem e concluí que já havia organizado mais de dezoito mil registros na minha planilha. Como ele é um banco de dados extenso, a Biblioteca do LevanteBH apropria-se inicialmente de dois de seus três conjuntos de informações: os verbetes e as referências. Eles formam o embrião de nossa biblioteca. A incorporação do terceiro conjunto de informações – os dados abertos dos resultados quantitativos – ficará para uma etapa futura. Desde já fica aqui registrado que aceitamos a ajuda de quem quiser nos apoiar na atividade de trazer os dados abertos do SisMob-BH para a Biblioteca do LevanteBH.
E por que dei o nome de biblioteca a esse conjunto de informações que está sendo migrado para o website LevanteBH? Esse nome me surgiu quando comecei a preparar esta página que você está lendo. Enquanto a escrevia, percebi que ela encerrava o acesso a uma biblioteca e não a um simples sistema de informações, como eu inicialmente pensei.
James Campbell conta-nos que a palavra biblioteca é ambígua na maioria das línguas indo-europeias: “pode referir-se tanto à coleções de livros quanto ao lugar que os abriga”. Aqui, portanto, talvez inauguremos um novo significado para a palavra biblioteca: um conjunto de informações em torno de um tema inicial, meticulosamente catalogadas em um ambiente eletrônico para poderem ser acessadas por qualquer pessoa, a qualquer momento, muitas delas na forma de documentos físicos a serem manuseados.
Explico o que é a nossa biblioteca, tomando o que aprendi com Aby Warburg, Alberto Manguel, Howard S. Becker, Lewis Mumford e Robert Lepage.
No prefácio, escrito em 1962, para uma nova edição de seu livro “História das utopias” (1922), o estadunidense Lewis Mumford conta-nos que não precisamos ir longe em busca da utopia. Ela pode ser encontrada “nas nossas próprias almas e na terra, debaixo dos nossos pés”. Ele também nos explica a diferença entre ser especialista e ser generalista. Foi quando entendi que os verbetes da Biblioteca do LevanteBH, que eu venho editando há tanto tempo, eram e são uma combinação de fragmentos em um “padrão ordenado”. Esses fragmentos, em sua maioria, estão à espera de novos significados.
Com o também estadunidense Howard S. Becker aprendi que nenhuma ciência tem o monopólio do saber sobre qualquer assunto, por mais específico que ele seja. No prefácio de seu “Falando da sociedade” ele conta que o livro nasceu de suas leituras “habituais, aleatórias e casuais, de anos de ensino e do simples fato de viver como uma pessoa de interesses bastante ecléticos”. Tirando a longa experiência de Becker como professor, que eu substituí por décadas de trabalho em órgãos públicos, identifico-me (quase como ele) como um frequentador de teatros, cinemas, auditórios, bibliotecas, museus, aquários e zoológicos, além de também ser um incansável leitor.
Compartilho, aqui, uma lembrança que tipifica a minha curiosidade beckeriana. Quando eu cursava a especialização em Urbanismo na Escola de Arquitetura da UFMG, para escrever a minha monografia eu precisei consultar o Código de Obras de Belo Horizonte. À época, a busca pelos livros na biblioteca daquela escola se dava por consulta a fichas dispostas em ordem alfabética. Enquanto abria as gavetas e manuseava o fichário, antes de encontrar a ficha CÓDIGO deparei-me com a ficha CLEÓPATRA. Resultado: levei para casa, para ler e dele me deliciar, um livro sobre arquitetura egípcia e romana da antiguidade.
No livro A biblioteca à noite do argentino Alberto Manguel, assim como na exposição homônima idealizada pelo canadense Robert Lepage, aprendi que cada um constrói a sua própria biblioteca. Ela pode ter “apenas oito ou dez livros” como a que as crianças mantiveram clandestinamente no campo de concentração de Birkenau, na Polônia ocupada pelos nazistas. Ela pode, também, ter “espaço suficiente nas estantes para guardar mais de oito milhões de volumes” como na moderna biblioteca de Alexandria, no Egito.
Uma das muitas bibliotecas descritas por Manguel em seu livro me impactou, especialmente: a do judeu alemão Aby Warburg. Nascido em Hamburgo em 1866, esse bibliófilo não se atinha a interesses específicos enquanto formava a sua biblioteca. Ele tinha o que Manguel chama de uma curiosidade eclética que dominava todos os seus propósitos. Isto fez com que nossas bibliotecas – a de Warburg e a minha – fossem, cada qual a seu modo, o que Ewald Hering definiu como “memória como matéria organizada”.
Ao ler a descrição de Manguel sobre a biblioteca de Warburg eu vi a Biblioteca do LevanteBH: “uma acumulação de associações, cada associação gerando uma nova imagem ou um novo texto, até que as associações devolvessem o leitor à primeira página”. Assim como era a biblioteca de Warburg, a que você está acessando ao ler esta postagem é também uma biblioteca circular.
Foi tomando como fonte a minha biblioteca circular, que em 2016 comecei a escrever a série de documentos que à época nomeei Notas Técnicas de Acessibilidade (série NTA). Tomando a série NTA como ponto de partida para compor o que viria a ser um dos produtos da pesquisa Como viver junto na cidade, um novo conjunto de documentos passou a ser produzido. Seu nome: Notas Técnicas da Biblioteca do LevanteBH (série NTL). Cada documento dessas duas séries está guardado e disponível para consulta nas estantes da Biblioteca do LevanteBH.
Retomo os ensinamentos de Robert Lepage. Com a Companhia Ex Machina e a coconcepção do próprio Manguel, a exposição “A Biblioteca à noite” é composta por uma biblioteca física e dez virtuais. No Brasil, elas ficaram abertas ao público de outubro de 2018 a fevereiro de 2019 no Sesc Avenida Paulista, em São Paulo. Graças à engenhosidade desses artistas, coloquei os óculos especiais e infiltrei-me em cada uma das bibliotecas virtuais, mais de uma vez em cada uma.
As bibliotecas dessa exposição são – todas – espetaculares. Um violoncelista toca o adágio de Albinoni enquanto a Biblioteca Nacional e Universitária de Sarajevo é bombardeada e incendiada. No hall da moderna Biblioteca Vasconcelos da Cidade do México vemos, dependurado no teto, o esqueleto de uma baleia-branca. Na Biblioteca Real de Copenhagen quem visita as prateleiras em busca de algo para ler são os fantasmas, pois seus livros não estão mais, nem classificados, nem listados. Cada uma dessas bibliotecas tem seus encantos próprios.
Uma delas, no entanto, me impactou especialmente. Seus criadores me colocaram dentro da biblioteca do Náutilus. Percorrer as estantes daquela biblioteca de doze mil obras, ao lado do capitão Nemo, vendo polvos e tubarões pelas grandes escotilhas do submarino, nadando ao redor, foi emocionante. Aquela biblioteca me levou à minha juventude, para quando tive o prazer e a oportunidade de ler “As vinte mil léguas submarinas”. E durante aquela visita me dei conta de que foi na infância que comecei a organizar a minha primeira biblioteca, na forma de uma coleção de selos. Eu ainda a conservo e, por vezes, a abasteço com novas aquisições. Ela é composta por mais de 50 mil selos, de centenas de lugares diferentes, dispostos em muitos álbuns, organizados de muitas maneiras, acompanhados de muitos catálogos. Vez por outra me perco em seus labirintos…
Minha primeira coleção-biblioteca permitiu-me conhecer os rinocerontes-brancos, de pele tão escura quanto os rinocerontes-negros, antes que eu fizesse um safári fotográfico na África do Sul. Em um selo da Mauritânia, aos dez anos de idade eu soube da existência das pequenas raposas-do-deserto – fennecs como estava nele legendado em francês – que me intrigaram com suas orelhas grandes e pontudas. Eu procurei os fenecos, desde então, em muitos zoológicos que visitei, até que pude ver – e até mesmo segurar um – no oásis de Douz, na Tunísia, muito tempo depois. Já meu velho conhecido, recentemente o feneco me fez rir à beça quando o reconheci na pele de Finnick, personagem que finge ser um filhote de raposa-vermelha no premiado filme de animação computadorizada Zootopia, da Disney.
Minha biblioteca de selos me levou pelo mundo afora para conhecer, não só animais – minha paixão inicial – mas também plantas, cidades, monumentos, livros. Ela me levou, por exemplo, ao templo Angkor Wat antes que eu tivesse o prazer de nele adentrar e me deslumbrar enquanto percorria as ruínas, no Camboja, da capital do antigo Império Khmer.
Ela também me apresentou “Don Quijote embistiendo a un gigante” em um selo da Guiné Equatorial antes de eu ler Cervantes. Quando ganhei um antigo selo da Dinamarca, com um cisne estampado, imediatamente associei que se tratava de algo sobre “O patinho feio”.
Pois bem. Depois de ler essas minhas confidências, convido você a conhecer a Biblioteca do LevanteBH. Como já antecipado, você pode acessá-la por meio de nossas postagens. Se quiser, nesta mesma página clique em algum link e vá em frente, de verbete em verbete, de um livro a uma revista, de uma tese a uma reportagem de jornal. Faça isto até se deparar com um texto ou uma imagem que, por algum motivo, lhe interesse de uma forma especial. Nesse momento, pense em como seus interesses podem convergir com os nossos e faça contato conosco. Será um prazer ter você em nossa rede.
Marcos Fontoura de Oliveira
As ilustrações acima foram criadas pela Pallavra Comunicação.
Esses são exemplos de tags utilizadas para classificar os documentos externos da Biblioteca do LevanteBH. Suas ilustrações foram criadas pela Pallavra Comunicação.
documentos
bibliotecas
cidades
países
quantidades apuradas em 31 de janeiro de 2025 para publicação (em curso) na Biblioteca do LevanteBH
PS1: Se você chegou a esta postagem sem passar pela página inicial do LevanteBH, sugiro que leia o Convite a um Levante para entender o que pretendemos em nossa rede. Para compreender de que matérias são feitas nossas teias insurgentes e dissidentes, recomendo a leitura do verbete sobre tempo e memória.
PS2: Durante a pandemia do Covid-19 me peguei pensando se a Biblioteca do LevanteBH é : 1) uma heterotopia como Michel Foucault classifica museus e bibliotecas em sua conferência Des espaces autres (1967); 2) uma forma de organizar um pensamento utopista nos termos propostos por Françoise Vergés em seu Manifeste de L’Atelier IV. (2017); 3) um sistema de informações em torno do tema “como viver junto na cidade". Certamente é um pouco de cada, mas em junho de 2022 concluí que ela é um dos produtos da minha pesquisa de pós-doutorado.
PS3: Ainda durante a pandemia, após assistir a uma aula on line de Veronica Stigger, passei a ver os verbetes que venho organizando na Biblioteca do LevanteBH como cadernos, tal como Hudinilson Jr. fez criando seus muitos cadernos de referência. Penso que gostaria de tê-lo conhecido pessoalmente. Hoje dou-me conta de que organizo meus cadernos há muito tempo e que isto me ajudou a manter a sanidade. Cito o artista, a partir da leitura de Veronica Stigger, como se citasse a mim mesmo: organizar a minha biblioteca “começou a tomar grande parte do meu tempo, num trabalho fascinante e alucinatório”. É bom destacar que apenas em 2019, já com quase 60 anos de idade (e portanto mais velho do que a idade que o artista tinha quando morreu), eu organizo os meus cadernos on line. Isto me faz bem, pois ela vai deixando de ser só minha. Ela poderá ser acessada por quem quiser, se quiser, quando quiser. Como nada na minha vida é linear, em um determinado momento eu bloqueei totalmente o acesso a ela, preocupado por nela haver tantas páginas desorganizadas, inclusive com muitos fragmentos a serem deletados. O que me aliviou e me fez criar coragem para liberar novamente a minha biblioteca em 2023, mesmo com tanto a ser corrigido, foi ver que Hudinilson Jr. organizava seus cadernos tomando agendas velhas como suportes, apenas riscando o que não mais interessava. Ele certamente não sabia, naquele momento, que no futuro esses cadernos fariam parte de acervos de museus, mundo afora, como o MAC USP e o MoMA.
referência para citação desta página
OLIVEIRA, M.F. (2019c5) OLIVEIRA, Marcos Fontoura de. Biblioteca do LevanteBH. Belo Horizonte, LevanteBH, 5 mar. 2019 (atualizado em 31 jan. 2025).
observação: fotografias da Stadtbibliothek Stuttgart (Biblioteca da cidade de Stuttgart) foram usadas pela Pallavra Comunicação como inspiração para criação da imagem que ilustra o topo esta página.
#pracegover essa imagem: Andares internos de uma biblioteca toda branca (paredes, piso, estantes e escadas), exceto as lombadas de livros nas estantes.
transformação de postagem de 5 de março de 2019 em página do website LevanteBH em 18 de fevereiro de 2023 (atualização permanente)
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O website LevanteBH foi concebido para permitir o acesso on-line da pesquisa Como viver junto na cidade durante sua realização. Trata-se de um pesquisa científica, sem fins lucrativos e sem apoios financeiros. Até que a pesquisa seja totalmente concluída, as pessoas e entidades parceiras da rede LevanteBH não se responsabilizam pelas afirmações e nem referendam, necessariamente, as recomendações do pesquisador Marcos Fontoura de Oliveira.
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