roteiro recebido da entrevista com inserção de respostas (finalização com envio de link por e-mail aos organizadores do livro em 21/09/2026):
Roteiro de Entrevista
Entrevistados: profissionais
Livro: Planejar, construir e transformar: A atuação técnica na história de Belo Horizonte
BLOCO 1 – Formação, trajetória e atuação na cidade
Objetivo:
Apresentar o entrevistado, sua trajetória profissional e sua relação com a construção e transformação de Belo Horizonte, aproximando o leitor da atuação técnica no cotidiano urbano.
Perguntas:
● Qual a sua formação? Sou engenheiro civil com ênfase em transportes pela Escola de Engenharia da UFMG (1983); urbanista pela Escola de Arquitetura da UFMG (1988), especialista em Percepção Ambiental e Espaço Urbano pelo Instituto de Geociências da UFMG (1996), pós-graduado em Desenvolvimento Gerencial pela FIA-USP (2000), mestre em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro (2000), doutor em Ciências Sociais (Antropologia, Sociologia e Ciência Política) pela PUC-Minas (2014), diplomado Internacional pela UNAM-México (2017), pesquisador de ”Como viver junto na cidade” em pós-doutorado em Engenharia pelo Instituto Superior Técnico (IST) da Universidade de Lisboa (2025).
● Como você explicaria, para alguém leigo, o papel da sua profissão na construção e no funcionamento da cidade? A pergunta, por si só, daria um livro, mas de forma resumida podemos dizer que um profissional com a minha formação precisa atuar em várias frentes ao mesmo tempo, sempre ancorando-se na Ciência e na prática. O/a profissional da Arquitetura desenha o espaço e pensa em como as pessoas vão vivenciá-lo; o/a da Engenharia promove a infraestrutura fazendo a cidade planejada funcionar na prática; o/a da Geografia almeja que a cidade se espalhe pelo território de forma sustentável; o/a da Sociologia/Antropologia observa como as pessoas se comportam na cidade, propondo intervenções para que as desigualdades sociais não impeçam o acesso a tudo que a cidade oferece; o/a da Ciência Política propõe como as leis e a governança podem promover o direito à cidade; o/a Internacionalista busca conectar a cidade com outras localidades e organizações para atrair recursos, tecnologias e parcerias globais capazes de financiar obras e melhoria nos serviços públicos.
● Em quais órgãos, secretarias ou setores da Prefeitura você atuou? Desde que me formei em 1983 atuei na Metrobel (Governo MG), na Transmetro (Governo MG), na Secretaria Regional Centro-Sul (PBH), na BHTrans (PBH) e em diversos conselhos de políticas públicas municipais, estaduais e federais (como conselheiro designado para representar a BHTrans, por exemplo, tenho atuado no CMDPD- BH, no CMI-BH e no Contran). Na PBH comecei a atuar em 1992, após ser aprovado em concurso público para o cargo de analista de transporte e trânsito da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S.A. (BHTrans).
● Quais projetos, obras, planejamentos ou ocorrências urbanas marcaram sua trajetória profissional? O Probus na década de 1980; o BHBus na década de 1990; a gestão municipal do trânsito assumida pela PBH na década de 2000; o BRT (municipal e metropolitano) na década de 2010. De 2004 a 2009 ocupei cargos de diretor na BHTrans. De 2018 a 2020, fui presidente do CMDPD-BH. Atualmente, estou especialmente envolvido na construção de que poderíamos denominar “Governança do Direito à Acessibilidade em edificações, serviços e equipamentos de Belo Horizonte” em uma mediação, desde 2024, da PBH com o MPMG.
● Existe algum projeto ou intervenção urbana, executado ou não, que tenha sido especialmente importante para você? Por quê? A minha atuação mais importante sempre foi e continua sendo buscar os mecanismos para garantir o direito à cidade para todas as pessoas, independende da condição física, intelectual ou social de cada uma. Em todos os projetos nos quais me envolvi no passado e nos quais estou envolvido no presente, sempre tive esse objetivo principal, naturalmente usando os conhecimentos e as práticas que vão sendo incorporadas ao meu fazer ao longo do tempo.
● Como esse trabalho se relaciona com sua trajetória pessoal e profissional? Já respondido.
● Que transformações urbanas de Belo Horizonte mais chamaram sua atenção ao longo da sua carreira? O que mais me chama a atenção é o momento atual, com a cidade em situação de não transparência em relação ao planejamento do futuro e uma manutenção precária do presente, em rompimento com práticas exitosas de participação popular do passado.
● Em sua percepção, como a cidade mudou desde que você começou a atuar na Prefeitura? Já respondido.
● Há alguma transformação urbana que você considera símbolo de uma época da cidade? Cada transformação marca uma época. Para mim, a mais estruturante, desde que comecei a trabalhar, aconteceu na década de 1980 com a implementação de uma governança da mobilidade urbana em âmbito metropolitano, em um arranjo institucional que envolveu todos os municipios da RMBH, com corpos técnicos altamente qualificados, hoje totalmente fragmentada e descontínua.
BLOCO 2 – Bastidores da atuação técnica
Objetivo:
Compreender os processos internos da atuação técnica na administração pública e os desafios enfrentados na construção cotidiana da cidade.
Perguntas: Apesar de estarem no passado (cuja lembrança é sempre uma construção), as respostas aqui apresentadas misturam o passado ao presente.
● Como ERAM/SÃO os bastidores do planejamento e da execução desses projetos? Os engenheiros sempre são muito respeitados nos bastidores e na execução, mesmo quando suas propostas não são seguidas pelos tomadores de decisão. Eu tive um chefe, que era administrador de empresas, que dizia: “gosto de lhe ouvir antes de tomar minhas decisões para saber os riscos que eu corro se decidir não seguir suas recomendações”.
● Quais ERAM/SÃO os principais desafios enfrentados no cotidiano da administração pública? A incerteza político-partidária é sempre o maior desafio. Cada prefeito que toma posse precisa negociar, e nem sempre consegue, com uma Câmara de Vereadores que pode ter interesses divergentes dos seus. O controle social poderia ajudar o prefeito e os vereadores nessa negociação, mas há um temor de perda de poder, em ambas as partes, que dificulta a participação popular nas decisões.
● Você se recorda de alguma decisão técnica especialmente difícil? A decisão mais difícil foi, certamente, uma tomada em 1998. Naquele momento, o prefeito decidiu que acataria (e acatou) a recomendação dos engenheiros da BHTrans sobre o tipo de ônibus capaz de garantir um sistema de transporte inclusivo. Determinou-se às empresas concessionárias a susbtituição, ao lomgo dos dez anos seguintes, de todos os ônibus então em operação por ônibus de piso baixo que, sem a necessidade de construção de estações de transferência, permitem um embarque em nível a todos os passageiros. A decisão foi a de dar cumprimento aos princípios estabelecidos na Constituição Federal de 1988. Graças a essa decisão técnica, sustentada politicamente, Belo Horizonte foi por um período a cidade com a maior quantidades de ônibus acessíveis em todo o Brasil.
● HOUVE/HÁ situações em que a solução tecnicamente ideal não PODE ser executada? Como isso foi enfrentado? A decisão anteriormente citada não foi sustentada na gestão seguinte, eliminando-se a obrigatoriedade dos ônibus de piso baixo que, com o tempo, foram sendo gradativamente retirados e substituídos por ônibus com elevador (que não promovem embarque em nível). Atendendo ao que reivindicaram as empresas operadoras, que alegavam custos altos de aquisição dos veículos, a cidade abandonou seu projeto de oferecer um sistema de transporte coletivo acessível. O embarque em nível retomou parcialmente com a inauguração do BRT em 2014, mas apenas ao longo de poucos corredores estruturados para operação com estações de transferência.
● Quais problemas urbanos EXIGIAM/EXIGEM respostas mais urgentes? Essa pergunta é especialmente importante, pois o senso comum acredita que apenas a engenharia seria capaz de oferecer soluções urgentes em uma cidade: uma bacia de contenção de enchentes aqui, um viaduto e uma trincheira acolá. O exemplo clássico é o de Seul (Coreia do Sul), onde foram construídos viadutos em 1970 sobre o rio Cheonggyecheone, totalmente demolidos com reabertura do rio nos anos 2000. É preciso ter em mente que as soluções de engenharia serão sempre insuficientes se não fizerem parte de um enfrentamento estrutural dos problemas. O grande problema estrutural de Belo Horizonte, hoje, é a ausência de uma governança metropolitana, não apenas na mobilidade urbana, mas na habitação, na sáude, na sustentabilidade etc. Os problemas de uma cidade atualmente transbordam para outras, não havendo solução de engenharia que os resolva.
● Houve momentos de crise ou emergência que marcaram sua atuação profissional? Na década de 2000, houve dois momentos de crise profunda na mobilidade urbana: a invasão de perueiros e a quase intervenção, por parte da PBH, no sistema de transporte coletivo operado pelas empresas concessionárias. Em ambos os momentos, eu trabalhava na BHTrans e o corpo técnico da empresa atuou de forma decisiva para solução das crises.
● Existe algum projeto ou decisão que tenha deixado marcas importantes na sua trajetória? Como adiantado no bloco 1, a existência da Metrobel (1978-1987) foi um marco na história da cidade. Tive a oportunidade de trabalhar como engenheiro recém-formado nessa que, até hoje, é citada saudosamente por todos que tiveram a mesma sorte que eu. Passados quase quarente anos desde sua extinção, até hoje se escuta algo sobre “os tempos da Metrobel”.
● Como ERA/É a relação entre diferentes áreas técnicas dentro da Prefeitura? Sempre foram e seguem sendo complexas, pois cada área atua apostando que suas ações são mais importantes que as de outras. O que é capaz de diferenciar o resultado nas disputas internas é a atuação do prefeito, escolhendo seus secretários e monitorando os resultados. Uma boa comprovação empírica disse é a criação e posterior ampliação do sistema de transporte coletivo em vilas e favelas nos anos 1990. À época, o prefeito tomou a decisão política que as vilas e favelas teriam que ter um sistema que oferecesse o mesmo que se oferece na cidade formal. O resultado foi o trabalho conjunto e sincronizado de Urbel, Sudecap, BHTrans e Secretaria de Asisstência Social. O serviço foi premiado em 1998 pelo Programa Gestão Pública e Cidadania promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Fundação Ford.
BLOCO 3 – Memória, cidade e experiência humana
Objetivo:
Registrar memórias, percepções e experiências pessoais relacionadas à cidade e à atuação profissional.
Perguntas:
● Que memórias sua atuação profissional na cidade desperta hoje? Minha memória está sempre vinculada à minha atuação na busca de uma cidade para todas as pessoas. Atualmente, coordeno uma rede de pesquisadores e cidadãos denominada “rede LevanteBH”, que vem diagnosticando situações e elaborando/apresentando propostas aos cidadãos e aos tomadores de decisão. Tudo isso está ancorado no site <levantebh.com.br> de acesso livre para qualquer interessado.
● Existe algum momento da sua trajetória que ainda o emociona e mobiliza? Fico especialmente emocionado quando alguém relembra, me contando um momento que lhe marcou, a participação em um dos seminários internacionais de acessibilidade que organizei em Belo Horizonte entre 2015 e 2019, em parcerias institucionais com WRI, UFMG e PUC Minas. Fico também tocado quando alguém me confidencia que gostou de algo que leu em algum livro que escrevi ou ouviu em alguma palestra que proferi. Tenho apreço especial pelo meu último livro (de 2023), quando tomei Ouro Preto como uma metáfora do que Belo Horizonte poderia ser.
● Como sua relação com Belo Horizonte foi se transformando ao longo dos anos? Ao longo da minha atuação profissional fui me formando academicamente, até o pós-doutorado, sempre buscando ajudar a transformar a cidade em um lugar bom para se viver. Atualmente estou empenhado na organização de uma exposição de artes plásticas, que será denominada “Como viver junto na cidade”. Minha ideia é mostrar, visualmente, aquilo que venho escrevendo, projetando e tentando implementar, como engenheiro que sou, há quarenta anos.
● De que maneira a cidade impactou você não apenas como profissional, mas também como cidadão e morador desse território? A cidade me impacta a cada momento em que caminho a pé ou me desloco usando algum meio de transporte, sempre me inspirando a buscar soluções que possam melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas, inclusive a minha. Machado de Assis disse, em 1894, que o nome da nossa cidade “parece antes uma exclamação que um nome”. Passados mais de cem anos, tomo a crítica do escritor como um elogio, percebendo que a cidade/exclamação me transformou em um “engenheiro social”. Ela foi minha grande inspiração em dois livros que escrevi (“Transporte, privilégio e política” de 2002 e “Ouro Preto e o Futuro” de 2023) e certamente continuará sendo nos próximos.
● O que significa, para você, participar da construção e transformação de Belo Horizonte? Significa ser cidadão, em sentido amplo,como uma chave capaz de abrir a fechadura da polis. Ser cidadão, para mim, é bem mais do que habitar um território e exigir ter seus direitos respeitados: é pertencer à cidade e sentir-se por ela responsável.
● Há algum lugar da cidade que tenha um significado especial para você por causa da sua atuação profissional? Tenho um prazer especial em passear pelos equipamentos de uso público instalados na Serra do Curral, onde há mirantes de onde posso ver boa parte da cidade. O Parque das Mangabeiras é o meu lugar preferido, pois sua conquista é um privilégio para nós moradores e turistas. Durante uma de minhas atuações como conselheiro do CMDPD-BH consegui interferir para que um ônibus de piso baixo pudesse ser colocado em operação pela PBH à disposição da população.
● Como você percebe a relação entre memória, cidade e atuação técnica? Já respondido.
BLOCO 4 – Técnica, serviço público e futuro da cidade
Objetivo:
Refletir sobre o papel da técnica no serviço público e os desafios contemporâneos da cidade.
Perguntas:
● Qual você considera ser o papel da atuação técnica no desenvolvimento de Belo Horizonte? A atuação central é sermos os detentores do saber técnico, pois como empregados concursados nós permanecemos atuando a cada mudança de gestão, quando sempre há trocas de tomadores de decisão. Nesses momentos, os técnicos são fundamentais para minimizar os efeitos das descontinuidades.
● O que mudou na atuação técnica ao longo do tempo? A minha atuação técnica vem sendo cada vez mais assertiva, atuando principalmente para tentar impedir que os tomadores de decisão queiram “inventar a roda” a cada momento.
● Quais desafios urbanos considera mais urgentes atualmente? O maior desafio é, certamente, construir um sistema inclusivo de mobilidade urbana metropolitano capaz de impulsionar Belo Horizonte e as demais cidades da RMBH a serem cidades inclusivas. Destaco, aqui, a definição de “cidade inclusiva”, que integra o “Vocabulário de Acessibilidade com Desenho Universal na Cidade”, um dos produtos do meu pós-doc 2022-2025: “é aquela onde se efetiva a todas as pessoas o direito de acesso amplo e democrático ao espaço urbano, sem segregações, com autonomia e segurança, a qualquer momento”.
● O que espera para o futuro de Belo Horizonte? Espero que possamos ser uma cidade com ações robustas e permanentes que reafirmam a busca de vivermos em uma cidade acessível.
● O que a cidade ainda precisa aprender ou enfrentar do ponto de vista técnico e urbano? Precisamos aprender que sem a partcipação popular e o controle social qualquer bom resultado urbano alcançado em um determinado momento sempre pode ser perdido posteriormente. Aprendemos com Norberto Bobbio que os “direitos são “nascidos de modo gradual, não todos de uma vez e nem de uma vez por todas”.
BLOCO 5 – Aplena, Sindiplena e atuação coletiva
Objetivo:
Registrar a importância das formas de organização coletiva e representação profissional ao
longo do tempo.
Perguntas:
● Como você percebe a importância das entidades de representação dos profissionais técnicos? O livro”Planejar, construir e transformar – a atuação técnica de Belo Horizonte” responde isso materialmente.
● Qual foi a importância da Aplena/Sindiplena em sua trajetória? Ter sido convidado para participar do livro é uma honra para mim.
● Como essas formas de organização coletiva contribuíram para a valorização profissional e para a cidade? já respondido.
● Que conquistas ou debates considera mais importantes nessa trajetória? já respondido.
● Como você percebe a relação entre atuação técnica, organização coletiva e serviço público? já respondido.
e-mail recebido em 28/08/2026 (uma das autoras do livro):
[minha resposta imediata: “Obrigado, Michelle. Estou preparando e lhe enviarei”. Em 20/09/2026 enviei mensagem com “Bom dia, Michelle. Tudo bem? Estou terminando de preparar as respostas para lhe enviar”.
Prezado Marcos Fontoura,
Meu nome é Michelle Torre e sou uma das autoras, juntamente com Yuri Mello Mesquita, do livro Planejar, construir e transformar: A atuação técnica na história de Belo Horizonte, atualmente em desenvolvimento.
A obra tem como objetivo registrar e valorizar a contribuição de diversos profissionais para a construção e a transformação de Belo Horizonte, bem como preservar a memória da atuação técnica na Prefeitura ao longo de sua história.
Considerando sua trajetória profissional, gostaríamos de contar com a sua participação no projeto por meio do relato de suas experiências e reflexões. Para isso, encaminhamos em anexo um roteiro de perguntas que servirá como orientação para seu depoimento.
As respostas poderão ser enviadas por escrito até o dia 11 de setembro, prazo que nos auxiliará na organização editorial e no cronograma de produção da obra.
Caso considere pertinente, fique à vontade para acrescentar ao depoimento outros aspectos de sua trajetória e experiência profissional que julgue relevantes para a história da cidade, da atuação técnica e das entidades representativas.
Em caso de dúvidas ou necessidade de esclarecimentos, permanecemos à disposição. Você poderá entrar em contato diretamente com os autores do livro.
Desde já, agradecemos sua atenção e sua valiosa colaboração para a construção deste registro tão importante para a cidade.
Atenciosamente,
Michelle Torre
convite recebido por e-mail em 29/07/2026:
[minha resposta imediata: Colegas das diretorias de Aplena e Sindiplena, Agradeço ao honroso convite, que aceito. Sigamos em contato.]
Secretaria APLENA secretaria@aplena.com.br
Prezado Marcos , bom dia!
Conforme contato telefônico, a APLENA/SINDIPLENA está desenvolvendo um projeto para a edição e lançamento do livro “Planejar, construir e transformar – A atuação técnica de Belo Horizonte”.
Esta publicação tem como foco divulgar à sociedade belo-horizontina a atuação dos associados da APLENA/SINDIPLENA e de outros profissionais das áreas de atividades da engenharia, da arquitetura e das geociências servidores da Prefeitura de Belo Horizonte, em uma iniciativa para a valorização destes profissionais, cujas atuações nas atividades de planejamento, projeto, implantação de obras, coordenação de projetos e atividades direcionadas à gestão do espaço urbano, foram e são indispensáveis para o desenvolvimento do município, tornando-o uma das principais metrópoles da América Latina.
Por se tratar da primeira obra da APLENA/SINDIPLENA, serão tratadas várias temáticas, como a urbanização, obras públicas, meio ambiente, drenagem, habitação popular, enchentes, pavimentação, deslizamentos, desabamentos, mudanças climáticas, entre outros temas, sempre com o foco na atuação profissional dos técnicos da PBH.
O livro, em formato comemorativo, terá um projeto gráfico a demonstrar a importância da atuação destes profissionais e terá a versão impressa e uma versão digital.
Pretende-se que ele seja fruto de pesquisa minuciosa em arquivos da municipalidade, de entrevistas com associados da APLENA/SINDIPLENA, outros profissionais das áreas de atividades afins, ex-prefeitos, presidentes de Conselhos, ex-presidentes da Câmara Municipal e pessoas de relevância no município que foram impactadas pela atuação dos profissionais da prefeitura.
Entendemos que sua participação, com o aporte de sua experiência e conhecimentos, seja de suma importância para a consolidação desta primeira edição, possibilitando-nos chegar a uma visão ampliada da importância da atuação dos servidores das profissionais das áreas de atividades da engenharia, da arquitetura e das geociências para a cidade.
Enviamos em anexo o roteiro de perguntas que orientará a entrevista, que poderá ser virtual ou, caso prefira, poderá haver o encaminhamento de sua análise e de suas respostas por escrito.
Informamos que a equipe responsável pela pesquisa e edição, coordenada pelo historiador Yuri Mesquita e Michelle Torre, entrará em contato para agendar o melhor horário para dirimir dúvidas e receber suas valiosas contribuições.
Atenciosamente,
Diretorias APLENA e SINDIPLENA
[comentário: APLENA (website) é a Associação de Profissionais das áreas de Agrimensura, Agronomia, Arquitetura, Engenharia, Geografia e Geologia da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. É associação sem fins lucrativos reconhecida como entidade de interesse público e representa profissionais de diversas áreas afins.]