RIBEIRO, D. (2019): RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. 135p. Também disponível (versão eletrônica – 52p.) em: internet. Acesso em: 5 jul. 2022.
observação: Livro comprado em 13/07/2022 na Livraria da Rua (BH). Essa publicação inspirou o Pequeno Manual Anti-idadista do Coletivo Velhices Cidadãs (2025) que, por sua vez, inspirou o Pequeno Manual Anticapacitista da rede LevanteBH.

comentários:
Em 2024 o ILC propôs elaborarmos um manual antiageísta (depois virou anti-idadismo e depois anti-idadista) tomendo como inspiração esse pequeno manual antirracista. Faço aqui, a seguir, algumas considerações:
O antirracismo e o antiageísmo, assim como o anticapacitismo e outros “anti” devem ser bandeiras de todas as pessoas, sempre buscando viver em harmonia com as diferenças. Entretando, o antiageísmo reverte-se de uma universalidade que os outros movimento “anti” não têm: todos vamos (ou queremos) virar velhos. Por outro lado, nem todos podem (ou querem) virar negros, mulheres, pessoas com deficiência, epssoas LGBTQIA+ etc. Os manuais “anti” procuram estimular que cuidemos uns dos outros. O Manual antiageísmo deve buscar cuidar de “nós mesmos amanhã”. É uma luta, portanto, relativamente mais fácil. Os opositores serão bem menos que os de outras lutas. Trata-se muito mais de informar do que de convencer. Afinal, a luta antiLBBTQIA+, por exemplo, infelizmente nunca alcançará os ouvidos de muitas pessoas. A essas pessoas, cabe apresentar a lei e não os argumentos. Se eles temerem as sanções, já será um bom caminho. No caso da luta antiageísmo, o manula deve estimular principalmente uma adesão ética.
Nosso manual deve tratar nos pontos em que há desinformação das pessoas. Por exemplo, o senso comum de que a gratuidade dos idosos aumenta o preço da passagem. Isso é um discurso capitalista e neo-liberal que precisa ser combatido. Outro ponto importante é sobre a importância de dar a preferência (e não exclusividade) para sentar a quem mais precisa: não apenas as pessoas idosas, mas todos que precisam. Melhor seria se todos os assentos fossem prioritários?
trechos do Manual Antirracista:
