Nesta postagem tratamos de:
ideologia sexista
machismo
misoginia
sexismo
violência machista
Acesse também as postagens dos preconceitos que, na pesquisa Como viver junto na cidade, consideramos como opressões que se complementam, como rodas dentadas de uma grande e rígida engrenagem chamada exclusão. São eles:
ageísmo
capacitismo
classismo
LGBTQIAPN+fobia
racismo / discriminação / preconceito
referência para citação deste verbete
OLIVEIRA, M.F. (2025c4): OLIVEIRA, Marcos Fontoura de. Sexismo. Belo Horizonte. LevanteBH, Belo Horizonte, 3 mar. 2025 (atualizado em 23 mar. 2025).
ponto de atenção (NTL n.º 1): Selecionar ou estabelecer uma definição de sexismo para integrar o Vocabulário de Acessibilidade com Desenho Universal na Cidade.
comentário: Uma vez elaborada a última versão da NTL n.º 1 (que inclui este verbete como referência em pelo menos uma de suas versões), seguiremos aprimorando o conteúdo do presente verbete e, se necessário, do Vocabulário de Acessibilidade com Desenho Universal na Cidade, ambos do website LevanteBH.
A seguir, em ordem cronológica decrescente, mais informações sobre o assunto.
27 set. 2025: Em entrevista, Marilena Chaui afirma:
Essa ideia se mantém mesmo quando no cotidiano a violência está inscrita. Você tem a violência racista, a violência machista, a violência de classe. Você pode escutar uma dona de casa dizer: “A minha empregada é ótima, não rouba nada”. E ela achar que não tem preconceito de classe!
14 jul. 2025: Tentativa inicial (posteriormente revisada algumas vezes) de definir classismo para integrar o NTL n.º 1 – Vocabulário de Acessibilidade com Desenho Universal na Cidade (inserida na NTL n.º 1C – no prelo) nos seguintes termos:
sexismo: conjunto de estereótipos e atitudes de preconceito em torno do sexo e dos papéis sociais atribuídos à mulher e ao homem, reverberando na mobilidade urbana com práticas que discriminam a mulher (usuária e trabalhadora), inclusive em ações que buscam protegê-la.
13 jun. 2025: Na versão C da Introdução do Relatório Final da pesquisa “Como viver junto na cidade”, Marcos Fontoura afirma que:
[…] poucas são as cidades que já estão conseguindo passar da retórica à implementação de um conjunto de ações capazes de efetivar o direito a uma cidade inclusiva, ou, como digo em minha pesquisa, o direito a viver junto. Afirmei que a condição inicial, sine qua non, para isso é combater implacavelmente o capacitismo, o classismo, o idadismo, a LGBTQIAPN+fobia, o racismo e o sexismo.
3 mar. 2025: No artigo “Xica Manicongo: rainha em transição”, a pesquisadora Jaqueline Gomes de Jesus afirma que “O racismo é indissociável do sexismo e do classismo que hierarquiza corpos como melhores e piores, desejáveis e abjetos”.
2020: No artigo “Democracia como forma de vida: Cultura política e eticidade democrática em Axel Honneth”, Rúrion Merlo afirma (p.76) que “[…] racismo, sexismo e homofobia moldam de maneira constitutiva práticas e comportamentos em diferentes dimensões da vida social, abrangendo espaços de convivência diferentes (casa, trabalho, escolas, universidades, bares, shoppings, praças, para citar apenas alguns) e produzindo injustiças em dimensões interseccionadas da política, da economia e da cultura” e (p.81) que “Mesmo se contássemos com instituições legalmente estáveis e bem avaliadas do ponto de vista da democracia política, não seria possível afirmar que vivemos de fato em uma sociedade democrática se continuamos convivendo com experiências sociais de racismo, sexismo, ou outros tipos de violação social da autonomia”.
2012: Verbete Sexismo no Dicionário das crises e das alternativas da Universidade de Coimbra cita ideologia sexista, apontando que “Dependendo do contexto, o classismo e o racismo podem ser tão relevantes quanto o sexismo na vida das mulheres”.