em português (Brasil): fronteira ou fronteira entre a plataforma e o trem
ou fronteira entre os ônibus e as plataformas das estações ou fronteira estação-ônibus ou fronteira plataforma-ônibus ou fronteira ponto-ônibus
em português (Portugal): intervalo
em inglês: border ou gap ou gap between platform and train ou gap filler ou platform-to-bus gap
em espanhol (castelhano): brecha ou brecha entre los autobuses y las plataformas de las estaciones ou brecha estación-autobús ou brecha plataforma-autobús ou hueco entre el andén y el coche del tren
vão ou distância ou distância horizontal ou fronteira horizontal em português
distancia (sem acento) em espanhol (castelhano)
altura ou desnível ou fronteira vertical em português
desnivel (sem acento) em espanhol (castelhano)
OLIVEIRA, M.F. (2020c32): OLIVEIRA, Marcos Fontoura de. Fronteira (horizontal e vertical). LevanteBH, Belo Horizonte, 12 fev. 2020 (atualizado em 4 ago. 2025).
ponto de atenção (superado): Integra pelo menos uma versão da NTL n.º 1.
pela tag fronteiras acessamos todas as postagens desse importante assunto em :
- África do Sul – Cidade do Cabo (BRT)
- Brasil
- Belo Horizonte – BRT
- São Paulo – RMSP (trem metropolitano)
- São Paulo – metrô
- China
- China – BRT
- China – Pequim (metrô)
- Yichang (BRT)
- França – Paris (metrô)
- Índia – Déli (metrô)
- Espanha – Bilbao (ônibus)
- Inglaterra – Londres (metrô)
- México – BRT
- Portugal – Lisboa (metrô)
A seguir, informações sobre o assunto em ordem cronológica decrescente.
4 ago. 2025: Definição lançada na NTL n.º 1: fronteira é o espaço ou local de transição entre o veículo de transporte coletivo e o local onde o usuário inicia/termina o seu embarque/desembarque (uma calçada ou uma estação), sendo formado pelo vão (distância horizontal) e pela altura (distância vertical).
4 ago. 2025: Acesso liberado ao PA-MPMG n.º 02.16.0024.0180240.2025-15 (mau atendimento no transporte coletivo BH) no Promotoria online. Lendo os documentos novamente, avaliei que o descumprimento do requisito de acessibilidade “fronteira entre ônibus e calçada” mereceria um PA separado (assunto do e-mail de 11/06/2025). O mesmo vale para o requisito de acessibilidade “fronteira entre ônibus e plataforma em estação”.
12 abr. 2024: Fotografia no Circulando BHTrans e no porta PBH (link externo) ilustra o embarque de passageira idosa sem necessidade de acionamento da rampa manual, o que aparenta ser uma boa situação na fronteira ponto-ônibus (“vão” e “altura”, máximos, de 3cm) no BRT de Belo Horizonte.

15 dez. 2023: Fotografia no Circulando BHTrans reafirma importância de inclusão (em 06/11/2023) de atividade sobre fronteira ponto-ônibus na lista de atividades do plano Pladu-BH.
6 nov. 2023: Matéria no Circulando BHTrans motiva inclusão de atividade (para garantia de requisito mínimo de acessibilidade na fronteira ponto-ônibus) na aba n.º 8 da planilha que integra o verbete atividades do plano Pladu-BH.
[nov.] 2023: A revista AutoBus mostra fotografia de ônibus com fronteira (distância entre a calçada e o veículo) que atende ao requisito de acessibilidade (oferta de vão no máximo com 3cm) expresso na legislação brasileira.
2023-Bilbao: Em matéria, após um passageiro cair e ficar preso embaixo de um ônibus, a empresa operadora justifica-se transferindo a responsabiliadde para o cidadão, que supostamente “não presta muita atenção ao embarcar”. Ora, se o motorista respeitasse o gap de três centímetros nem haveria espaço para o passageiro cair, mesmo que ele tropeçasse por falta de atenção.
2020-China: Em matéria no AEI, afirma-se que (ao contrário do que acontece nos trens) os sistemas de BRT construídos na China têm falhado em oferecer uma brecha acessível.
2019: “”Los desniveles, las escaleras o el hueco entre el andén y el coche del tren son obstáculos y riesgos para personas con discapacidad física.”” conforme RUFATTO-et-al(2019).
2018-México: “”La distancia entre el andén y la superficie de piso de la unidad móvil debe tener máximo 5 cm o en su caso colocar algún dispositivo para salvar dicha distancia. […] La unidad móvil de transporte (autobús, tren, trolebús, entre otros) debe tener, al menos en una de sus puertas, una rampa de transición o algún dispositivo para salvar la distancia y/o desnivel entre la banqueta o andén y la unidad. Al interior de la unidad debe tener un área libre para personas usuarias de silla de ruedas con los sistemas de seguridad correspondientes y asientos preferentes para personas con discapacidad y movilidad limitada”” (MÉXICO,2018a,p.110).
2017: “”[…] Desde ese año [de 2002], el municipio de La Paz implementó un sistema [La Paz Bus] de transporte público de alta calidad […] Cuentan con […] , asientos preferenciales para adultos mayores y personas embarazadas, […]”” conforme LA PAZ(2017).
12 jan. 2016-Brasil: A NBR 15646/2016 define “3.8 – desnível – qualquer diferença de altura entre dois planos” (definição encontrada em 2009 e repetida em 2011 e em 2016); “3.11 – fronteira – local de transição entre as áreas de embarque/desembarque e o veículo”(definição encontrada em 2009 e repetida em 2011 e em 2016); “3.21 – vão – distância horizontal resultante da descontinuidade entre dois planos” (definição encontrada em 2009 e repetida em 2011 e em 2016); “4.1.13 – Para a transposição de fronteira da PEV, em posição de operação, admite-se um vão máximo de 30 mm e uma diferença de altura de no máximo 20 mm entre o ponto de parada e o dispositivo para transposição de fronteira, se existir, e entre o dispositivo para transposição de fronteira e o piso do veículo.”; “5.2.1.3 – Nenhum vão entre o veículo e a rampa de acesso, em posição de operação e transporte, deve exceder 30 mm”. Esses são os requisitos de acessibilidade relativos a fronteira no transporte coletivo urbano.
2014-ITDP: “”Cidades como Quito e Curitiba optaram pela adoção de pontes de embarque em todas as portas dos ônibus. Com as pontes, os ônibus podem atracar a uma distância maior e os passageiros podem descer e subir de forma segura. […] Vão entre veículo e plataforma [ilustrado por fotografia sem identificação de cidade] aumenta o tempo de embarque e o risco de acidentes”” conforme ITDP(2014a, p.6) / “”As pontes de embarque também são usadas com sucesso em muitos sistemas e podem ajudar a eliminar os problemas da existência de vãos.”” conforme ITDP(2014B,p.52).
2011: “”3.5 – desnível – qualquer diferença de altura entre dois planos”” conforme ABNT(2011a, p.2) – definição de 2009 repetida em 2011 e em 2016 / 3.9 – fronteira – local de transição entre as áreas de embarque/desembarque e o veículo”” conforme ABNT(2009a, p.2) – definição de 2009 repetida em 2011 e em 2016 / 3.18 – vão – distância horizontal resultante da descontinuidade entre dois planos”” conforme ABNT(2011a, p.3) – definição de 2009 repetida em 2011 e 2016.
2009: “”3.5 – desnível – qualquer diferença de altura entre dois planos”” conforme ABNT(2009a,p.2) – definição de 2009 repetida em 2011 e em 2016 / 3.9 – fronteira – local de transição entre as áreas de embarque/desembarque e o veículo”” conforme ABNT(2009a, p.2) – definição de 2009 repetida em 2011 e em 2016 / 3.18 – vão – distância horizontal resultante da descontinuidade entre dois planos”” conforme ABNT(2009a,p.3) – definição de 2009 repetida em 2011 e em 2016 / “”Para a transposição da fronteira, admite-se um vão máximo de 30 mm e uma diferença de altura de no máximo 20 mm entre o ponto de parada e o dispositivo para transposição de fronteira, se existir, e entre o dispositivo para transposição de fronteira e o piso do veículo. Para que o acesso seja viável, deve-se adequar o local de embarque/desembarque, o veículo ou ambos por meio de dispositivo para transposição de fronteira, por exemplo: a) rampa de acionamento motorizado ou manual; b) plataforma elevatória veicular; c) sistema de movimentação vertical da suspensão do veículo; d) plataforma de embarque e desembarque; e) combinação de um ou mais dispositivos.”” conforme ABNT(2009a, p.4; 2011a, p.4).
2008: citação de benchmark “”de sucesso”” para transposição de fronteira: “”As duas técnicas, de acesso sobre o vão e de acesso com a ponte de embarque, têm suas vantagens e desvantagens. Cidades como Curitiba e Quito obtiveram muito sucesso com pontes de embarque. Uma ponte de embarque típica tem de 40 a 50 centímetros de largura, o que quer dizer que o veículo só precisa se alinhar dentro de 35 a 45 centímetros de distância da plataforma (Figura 8.23). Assim, há muito mais espaço para erro usando a ponte de embarque.”” conforme WRIGHT(2008, p.281).
2008-Wright: Para ultrapassar a fronteira: “”Há atualmente, dois tipos de técnicas de embarque[e/ou desembarque] de plataforma em nível. Em um caso, um espaço existe entre a plataforma e o veículo. […] Alternativamente o veículo pode empregar uma ponte de embarque que conecta fisicamente o veículo com a plataforma. […]”” conforme WRIGHT(2008, p.281).
2007-Rickert: Publicação elaborada para o Banco Mundial vai na direção contrária à busca do desenho universal recomendando que nos BRT as portas dianteiras dos ônibus sejam designadas para a entrada de pessoas com deficiência por serem, em hipótese, onde haveria as menores fronteiras (“Since the smallest platform-to-bus gap usually is found at the front entrance of the bus, this entrance should be designated for use by disabled persons, who also will benefit from being closer to the driver.” conforme RICKERT(2007, p.14) / Alternativas para redução do gap são apresentadas e, na direção contrária à busca do desenho universal, afirma-se que a fronteira deve ser “”tão pequena quanto possível”” com uma distância máxima de 10cm e preferencialmente até 7,5cm (“Gaps between platforms and vehicle doors should be as small as possible with a maximum permissible gap of 10 centimeters and a preferred gap of 7.5 centimeters or less”) conforme RICKERT(2007, p.17-20) / Fronteiras “excessivas” são encontradas em BRT da América Latina e Ásia (“Concerns about excessive gaps have been expressed by user groups in both Latin America and Asia.”) conforme RICKERT(2007, p.17).
2006-Rickert: “Las brechas entre las plataformas y el vehículo deben ser tan pequeñas como sea posible, con un máximo permisible de 10 centímetros y una distancia preferida de 7.5 centímetros.” conforme RICKERT(2006,p.20).