BLACK TEA (2024): BLACK TEA: o aroma do amor. Direção: Abderrahmane Sissako. China / França / Luxemburgo / Mauritânia / Taiwan, 2024. vídeo, cor, 110′. Título original: Black Tea.
observação: integra listas dos verbetes filmes e apontamentos sobre a cidade de São Paulo (dez. 2024).
Sinopse na Mostra de Cinemas Africanos (link externo):
Aya, uma jovem africana, deixa o noivo no altar e a Costa do Marfim para trás a fim de começar uma nova vida na China. Vivendo numa zona marcada pela diáspora africana, ela começa a trabalhar em uma loja de exportação de chá onde conhece Cai, um chinês de 45 anos. Apesar das barreiras dos preconceitos sociais, Aya e Cai se apaixonam, mas será que eles conseguirão sobreviver à turbulência dos seus passados e aos preconceitos dos outros?
Sobre o diretor (link externo):
Abderrahmane Sissako é diretor, roteirista e produtor de cinema. Nasceu em Kiffa, na Mauritânia, em 1961, mas viveu grande parte de sua vida no Mali, antes de emigrar para a Rússia, para estudar cinema na escola soviética VGIK durante os anos de 1980, onde começou sua carreira como realizador. Anos depois, Sissako radicou-se na França até retornar para a Mauritânia, na última década. Atravessados por sua própria experiência pessoal, seus filmes abordam formas possíveis de pertencimento, hospitalidade, reciprocidade e coabitação entre diferentes mundos, a partir de experiências migratórias e diaspóricas. Interessando-se pelo desmantelamento das cercas que permite o trânsito e o encontro com a diferença, seu cinema se dirige à manutenção e à partilha da vida, nos seus mais ínfimos e singulares gestos. Diretor dos longas-metragens premiados internacionalmente A vida Sobre a Terra (1998), Heremakono (2002), Bamako (2006) e Timbuktu (2014). Seu mais recente filme, Black Tea – O Aroma do Amor (2024), lançado dez anos depois de seu último trabalho, estreou no Festival Internacional de Berlim e retrata um encontro amoroso situado entre África e China.
Complementação: Cai lembra-se (há belas cenas, com mulheres cantando que lembram Cesária Évora) de quando viveu em Cabo Verde. A cidade chinesa do filme talvez seja Cantão, que tem uma rua conhecida como Cidade do Chocolate.
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