Essa cartilha integra a lista de “guias de acessibilidade” de “Brasil” do verbete cartilhas, guias, manuais e cadernos da Biblioteca do LevanteBH.
ABA; ANPOCS: UERJ (2020): ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA (ABA); ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS (ANPOCS); UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UERJ). Comitê Deficiência e Acessibilidade da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Contracartilha de Acessibilidade: reconfigurando o corpo e a sociedade. Brasília; São Paulo; Rio de Janeiro: ABA; ANPOCS; UERJ; ANIS; CONATUS; NACI, 2020. 14p. Disponível em: internet. Acesso em: 21 jun. 2021.
trechos:
p.5:
A abordagem também é uma prática político-epistemológica mais ampliada e crítica da relação entre acessibilidade e desenho universal. Aqui, tomamos cuidado de elucidar que a ideia de “desenho universal” pode ser perniciosa e não está fora das demandas e conflitos políticos organizados pelas próprias pessoas com deficiência. Segundo a pesquisadora Aimie Hamraie (2010), a compreensão de que o desenho universal significa algo “neutro”, “flexível” e feito “sob demanda” a partir de determinadas especificações da variabilidade corporal e comportamental é bastante problemática. Nessa direção, sugerimos que cultivemos dúvidas estratégicas com relação às certezas do que consideramos “universal”. Isto é, propomos evitar a ligação direta entre aquilo que é universal e aquilo que é um padrão corporal ou de comportamento humano.
Tais categorias podem parecer complexas em um primeiro momento, mas quando começamos a exercitar estas concepções e posturas na prática, vamos percebendo o quanto as ações, que muitas vezes entendíamos como direcionadas para uma pessoa com um “tipo de deficiência”, na realidade, englobavam uma prática de inclusão de várias outras corporalidades e formas de estar no mundo..
[p.6]: Definimos o capacitismo como a concepção presente no imaginário social que tende a considerar as pessoas com deficiência como menos aptas ou capazes, simplesmente por apresentarem uma diferença corporal, sensorial, intelectual ou psicossocial. O capacitismo é a atitude de considerar as pessoas com deficiência como não-iguais e “incapazes ” de gerir suas próprias vidas, vendo-as como sem autonomia, dependentes, desamparadas, assexuadas, condenadas a uma vida eterna e economicamente dependente, chegando até mesmo a vê-las como não aceitáveis em suas imagens sociais ou como menos humanas.
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REFERÊNCIAS:
ALVES, Camila Araújo & MORAES, Marcia. 2019. “Proposições não técnicas para uma acessibilidade estética em museus: Uma prática de acolhimento e cuidado”. Estudos e Pesquisas em Psicologia, Rio de Janeiro, vol. 19 (2): p. 484-502.
HAMRAIE, Aimie. 2017. Building Acess: universal design and the politics of disability. Minneapolis: University of Minnesota Press.
MINGUS, Mia. 2010. “Reflections on an opening: disability justice and creating collective access in Detroit”. INCITE! Blog. Disponível em: https://inciteblog.wordpress.com/2010/08/23/reflections-from-detroit-reflections-onan-openingdisability-justice-and-creating-collective-access-in-detroit/. Acesso em: 13 out. 2020.
Guias de boas práticas em acessibilidade:
ABA – Guia de Boas Práticas de acessibilidade (Versão 2017-2018)
ANPOCS – Guia de Boas práticas para acessibilizar a ANPOCS (versão 2017-2018) Acessibilidade em ambientes virtuais:
UFF – UFF Acessível: Ensino, documentos e mídias acessíveis
UFRN – Ensino remoto emergencial: estudantes com necessidades específicas Fiocruz – Diálogos sobre acessibilidade, inclusão e distanciamento social: territórios existenciais na pandemia.