direito à opacidade (integra lista de direitos da Biblioteca do LevanteBH)
opacidade
passabilidade ou passagem (em português) / passing (em inglês)
passável
OLIVEIRA, M.F. (2024c9): OLIVEIRA, Marcos Fontoura de. Opacidade e passabilidade. Belo Horizonte, LevanteBH, 2 abr. 2024 [atualizado em 28 jul. 2025].
pontos de atenção (superados): Referência de pelo menos uma versão da Introdução do Relatório Final da pesquisa e de pelo menos uma versão das notas técnicas NTL n.º 1 / NTL n.º 20.
pontos de atenção: Citar na NTL n.º 10.
O direito à opacidade faz parte da lista de direitos da Biblioteca do LevanteBH.
Ponto de atenção: articular, contrapondo, os conceitos “opacidade” e “passabilidade”.
A seguir, informações em ordem cronológica sobre o assunto.
pendente data: Lançado o livro “Caminhos para a opacidade” de Gisleide Gonçalves de Almeida com prefácio de Marcos Fontoura de Oliveira.
pendente data: Afirmado na NTL n.º 10A que _____.
25 ago. 2025: Registrado na postagem “O último azul”:
Logo no início do filme, Teresa recebe o que é considerada uma homenagem do Governo por causa de sua idade: a porta de sua casa humilde é ornamentada, afrontando seu direito à opacidade. Ela não se mostra contente com essa homenagem. Um pouco mais adiante no filme, ficamos sabendo que ela tem 77 anos.
13 jun. 2025: Afirmado na versão C (p.25) da Introdução do Relatório Final da pesquisa:
Espera-se, que as definições, constatações, conclusões e propostas apresentadas e analisadas, uma a uma, ao na pesquisa Como viver junto na cidade, permitam que cidadãos e órgãos de controle não sejam enganados por malabarismos que retardem a efetivação do direito à acessibilidade com desenho universal e, quiçá, o direito à opacidade.
out. 2024: O IMS Paulista exibe o filme “Johatsu / Into Thin Air / Os evaporados”, mostrando pessoas que que desfrutam da opacidade. Elas “abandonam suas vidas por vários motivos, como um relacionamento problemático, dívidas crescentes ou ameaças da máfia”. No distrito de Nishinari, em Osaka, é “uma área de favela, onde as pessoas podem dormir em um hotel extremamente acessível e trabalhar sem ter de mostrar qualquer identificação. Você pode viver lá de forma totalmente anônima – é o melhor lugar para se esconder.”
3 jun. 2024: Incluída na página Convite a um levante a afirmação “Outro desafio, dessa vez contando com Édouard Glissant, será transformar o direito à opacidade em algo a ser compreendido e reivindicado.
26 abr. 2024: Defesa da dissertação “Caminhos para a opacidade” de Gisleide G. Almeida. A autora toma o livro Ouro Preto e o Futuro como ilustração da “estética da opacidade“.
19 abr. 2024: Aberta no Sesc Avenida Pailista a exposição “Novo poder: passabilidade” de Maxweel Alexandre.
2023: Lançado pela editora Cobogó o livro “Conversas do arquipélago” (The Archipelago Conversations – London: Isolarii, 2011) de Hans Ulrich Obrist & Édouard Glissant.
24 nov. 2023: Lançado em Belo Horizonte o livro Ouro Preto e o Futuro.
4 fev. 2022: Lendo matéria de jornal canadense (de jan. 2022), registrei: Fiquei me perguntando se Rob Sleath está se referindo ao direito à opacidade, que faz parte da lista de direitos da Biblioteca do LevanteBH ao falar de poder “viajar independentemente e confidencialmente”.
5 jan. 2022: Atualizado (consulta em 21/05/224) o verbete passabilidade na Wikipedia (link externo – arquivo 2024-05-21-Wiki-passabilidade). Passabilidade “é a capacidade de uma pessoa ser considerada membro de um grupo ou categoria identitária diferente da sua, que pode incluir identidade racial, etnia, casta, classe social, orientação sexual, gênero, religião, idade e/ou status de deficiência. Ser passável pode resultar em privilégios, recompensas ou um aumento na aceitação social ou ser usada para lidar com o estigma. Assim, a passabilidade pode servir como uma forma de autopreservação ou autoproteção nos casos em que expressar a identidade verdadeira ou anterior de alguém pode ser perigoso. A passabilidade pode exigir aceitação em uma comunidade e também pode levar a licença temporária ou permanente de outra comunidade à qual um indivíduo anteriormente pertencia. Assim, a passabilidade identitária pode resultar em separação do eu original, da família, dos amigos ou de experiências de vida anteriores. Embora a aprovação bem-sucedida possa contribuir para a segurança econômica, a segurança e a prevenção do estigma, isso pode causar um impacto emocional como resultado da negação da identidade anterior e levar à depressão ou à auto-aversão. O termo “Está em uso popular desde pelo menos o final da década de 1920”.
2021: Publicado pela editora Bazar do Tempo o livro “Poética da relação” de Édouard Glissant.
2021: Lançado nos Estados Unidos o filme Passing, de Rebecca Hall, que no Brasil chegou com o nome Identidade.
14 nov. 2020: Aberta a 34ª Bienal de São Paulo.
11 mar. 2020: Os instrutores no 3º encontro do minicurso #3 da 34ª Bienal de São Paulo apresentam aos alunos o artigo “Pela opacidade” de Édouard Glissant publicado na Revista Criação & Crítica.
17 maio 2020: Criado o verbete “marcados” na Biblioteca do LevanteBH, onde fazemos um discussão sobre opacidade x passabilidade.
21 fev. 2020: Criado o verbete “cordão de girassol e cordão de quebra-cabeça” na Biblioteca do LevanteBH, onde fazemos um discussão sobre opacidade x passabilidade.
2008: Publicado o artigo “Pela opacidade” de Édouard Glissant na Revista Criação & Crítica.
1993: Aprovada nos Estados Unidos a “lei federal Pub.L. 103-160 (10 U.S.C. § 654)”, que pode ser considerada uma instituição legal da passabilidade. Segundo a Wikipedia – verbete “Don’t ask, don’t tell”: “era o termo comum para a antiga política de restrição das forças armadas dos Estados Unidos para esforços de descobrir ou revelar membros ou candidatos homossexuais e bissexuais, enquanto restringe aqueles que são abertamente homossexuais ou bissexuais do serviço militar.” Essa política, considerada “um avanço na época de sua aprovação [em 1993], a partir dos anos 2000 a lei passou, aos olhos dos progressistas e da comunidade LGBT, a representar um atraso na ampliação dos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos, criando um ambiente propício à discriminação e ao preconceito. Por conta disso existiu [sic] imediatamente após sua aprovação diversos esforços nos Estados Unidos para tentar sua revogação, que lograram em dezembro de 2010 uma assinatura do Presidente Barack Obama repelindo a lei de don’t ask, don’t tell“.