Esta postagem aborda os seguintes conceitos:
cidade inteligente
cidades e destinos turísticos inteligentes
Criative City, Digital City, Information City, Knowledge City, Smart City, Wired City (expressões usadas em inglês para designar “cidade inteligente”)
Esta postagem contém informações sobre os seguintes programas e slogans:
Belo Horizonte Cidade Inteligente (programa)
BH Cidade Inteligente (slogan citado em nota de rodapé da NTL n.º 1)
BHCI (sigla)
programa Belo Horizonte Cidade Inteligente (BHCI)
programa BH Cidade Inteligente (BHCI)
Smart Sampa (slogan citado em nota de rodapé da NTL n.º 1)
Acesse o verbete cidade / ciudad / city / cité para conhecer a lista de tipos de cidades catalogadas e guardadas nas prateleiras da Biblioteca do LevanteBH, além de poder acessar outras importantes informações sobre cidades e mobilidade urbana.
referência para citação
OLIVEIRA, M.F. (2020c27): OLIVEIRA, Marcos Fontoura de. Cidade inteligente. Belo Horizonte. LevanteBH, Belo Horizonte, 19 fev. 2020 (atualizado 12 jul. 2025).
observação: Esta referência integra pela menos uma versão da NTL n.º 1 – Vocabulário de Acessibilidade com Desenho Universal na Cidade.
A seguir, informações sobre o assunto em ordem cronológica decrescente.
25 set. 2025: Consulta à página “Belo Horizonte Cidade Inteligente” no website da PBH mostra lista de “Premiações na área de Cidades Inteligentes” de 2018 “7° lugar no Ranking Connected Smart Cities” a 2024 (3º lugar no prêmio da Associação Nacional de Cidades Inteligentes (ANCITI). Nessa página a PBH afirma que “O BHCI acompanha todas as áreas da Prefeitura de Belo Horizonte, integrando setores da administração municipal, da saúde a mobilidade, por exemplo, e tem por objetivo tornar a capital uma cidade cada vez mais inteligente, que promova qualidade de vida para as pessoas com foco na inclusão, redução das desigualdades, segurança e resiliência, com a ampliação da capacidade de resposta pelo poder público aos desafios urbanos, potencializada pelo uso da tecnologia e pautada pela sustentabilidade”. Dois objetivos específicos do programa interessam à pesquisa Como viver junto na cidade: “Fornecer uma melhor qualidade de serviço governamental e de vida para os cidadãos belorizontinos” e “Desburocratizar os serviços públicos e promover maior transparência”. No entanto, assim como na política de integridade, um programa denominado Cidade Inteligente sem ações pontuais para atendimento a uma política de acessibilidade permite-nos inferir que esses objetivos sejam meramente retóricos (esses dois objetivos são citados em nota de rodapé do conceito cidade inteligente da NTL n.º 1).
29 jul. 2025: Matéria “Propaganda política: vigilância por câmeras em SP, Smart Sampa é pouco eficaz, diz estudo”.
12 jul .2025: Cunhada a primeira definição (posteriormente refinada) de cidade inteligente para integrar a NTL n.º 1 (versão) nos seguintes termos:
49. cidade inteligente: cidade onde, supostamente, a tecnologia é disponibilizada e usada para melhorar a qualidade de vida das pessoas que nela vivem ou por ela passam; [nota 65 = Conforme Vocabulário de Acessibilidade com Desenho Universal na Cidade. Acesse o verbete cidade inteligente em OLIVEIRA, M.F. (2020c27) para mais informações sobre esse polêmico conceito, que em inglês tem muitos nomes (Digital City, Smart City, Wired City, Intelligente City, Knowledge City, Information City, Criative City), mas “não são muito claras as distinções entres estes [sic] rótulos” (MAGALHÃES, J.G.A., 2018). Nas cidades assim classificadas é importante avaliar se elas apostam em solucionismos tecnológicos e perguntar se elas “estão condenadas a promover a desigualdade” (WASHBURN, A., 2017a/b).
nov. 2024: Lançado pela PBH o e-book Programa “Belo Horizonte Cidade Inteligente.
26 mar. 2024: Evento conforme matéria “BH recebe evento de Cidades Inteligentes com foco no pacto global da ONU” no website da PBH (link externo). Citado o “programa Belo Horizonte Cidade Inteligente (BHCI)“.
29 jun. 2023: BHTrans incumbe seu Escritório de Projetos (CESP) a detalhar atividades para emissão on-line de credenciais no escopo do programa BH Cidade Inteligentes. Marcos Fontoura é contactado.
8 out. 2022: Acesso ao portal do Ranking Connect Smart Cities com acesso aos indicadores e às edições de 2015 a 2022.
5 out. 2022: Publicada no Circulando pequena matéria que reproduz matéria no website da PBH de 04/10/2022 com o título “Belo Horizonte recebe prêmio por ser a melhor cidade em prestação de serviços de saúde”. Noticia-se que “Pelo segundo ano consecutivo, a Prefeitura de Belo Horizonte conquistou o primeiro lugar na categoria Saúde, do Ranking Connected Smart Cities. […] Em sua oitava edição, o Ranking Connected Smart Cities 2022, desenvolvido pela Urban Systems, mapeou todas as cidades com mais de 50 mil habitantes com o objetivo de definir os municípios com maior potencial de desenvolvimento do Brasil, em 11 diferentes eixos (economia, educação, saúde, empreendedorismo, meio ambiente, urbanismo, mobilidade, segurança, energia, governança, tecnologia e inovação).”.
9 jun. 2022: Reportagem no website (link – arquivo BH_2022b2) da PBH: Belo Horizonte é reconhecida como “cidade inteligente” em evento no México.
21 jan. 2022: No website (link – arquivo “BH-2021-01-21-Seminário Cidades e Destinos Turísticos Inteligentes-PBH” na pasta OneDrive/DW-LVT) da PBH informa-se que “O Seminário Cidades e Destinos Turísticos Inteligentes foi realizado pela primeira vez em 2018 e se consolidou através de sua execução consecutiva também em 2019, 2020 e 2021.”
dez. 2020: No projeto da NBR ISO 37123 afirma-se que “Embora a ABNT NBR ISO 37120 contenha uma série de indicadores importantes para o planejamento resiliente e avaliação de uma cidade, foi identificada a necessidade de mais indicadores para cidades resilientes, refletida neste documento, assim como a necessidade de mais indicadores para cidades inteligentes, desenvolvidos na ABNT NBR ISO 37122“.
24 mar. 2020: na entrevista “Cidades inteligentes não passam de conto de fadas” Evgeny Morozov fala do livro As cidades inteligentes.
19 fev. 2020: artigo de Jorge Abrahão intitulado “É possível haver uma cidade sustentável em um país autoritário? na Folha de S.Paulo conclui que “Não é possível, portanto, haver uma cidade inteligente, futurista, sustentável ou seja lá o que for, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos”.
2019: A editora Ubu, em co-edição com a Fundação Rosa Luxemburgo, lança o livro “A cidade inteligente – tecnologias urbanas e democracia”.
2018: Dissertação “Cidades inteligentes: proposta de um modelo brasileiro multi-ranking de classificação” de José Geraldo de Araújo Magalhães (doutorado em Ciências – Usp).
2018: A ABDI e a FGV lançam o relatório “Cidades inteligentes: oportunidades e desafios para para estímulo ao setor no Brasil”.
26 set. 2018: Criação do programa BHCI, institucionalizado na revisão 2018-2019 do Plano Plurianual de Ação Governamental – PPAG, com a publicação da Lei Municipal nº 11.146, de 26 de dezembro de 2018.
2016: A Estação das Letras e Cores lança o livro “Cidades inteligentes: por que, para quem?” organizado por Lucia Santaella.
27 set. 2017: “Are Smart Cities Doomed to Promote Inequality? (no original: “Can the Wired City Also Be Equitable One?”) é o títilo de artigo de A. WashBurn publicado no ArchDaily e traduzido livremente como “As cidades inteligentes estão condenadas a promover a desigualdade?”.
2017: “Cidadãos inteligentes constroem cidades inteligentes” em TANSCHEIT (2017c). PENDENTE
2017: acesse registro de “”Lugo”. PENDENTE