Nesta postagem tratamos dos seguintes conceitos:
anticapacitismo
anticapacitista
capacitismo em português (ableism em inglês)
capacitismo institucional
capacitismo interpessoal
capacitista
incapacitismo
práticas anticapacitistas
preconceito capacitista (expressão a ser evitada)
preconceito por capacitismo
Acesse também as postagens dos outros preconceitos que, na pesquisa Como viver junto na cidade, consideramos como opressões que se complementam, como rodas dentadas de uma grande e rígida engrenagem chamada exclusão:
ageísmo
classismo
LGBTQIAPN+fobia
racismo / discriminação / preconceito
sexismo
referência para citação deste verbete
OLIVEIRA, M.F. (2024c8): OLIVEIRA, Marcos Fontoura de. Capacitismo. Belo Horizonte. LevanteBH, Belo Horizonte, 7 jan. 2024 (atualizado 23 mar. 2025).
ponto de atenção (superado): Selecionar ou estabelecer uma definição de capacitismo para integrar o Vocabulário de Acessibilidade com Desenho Universal na Cidade.
comentário: Uma vez elaborada a última versão da NTL n.º 1 9que inclui este verbete como referência em pelo menos uma versão), seguiremos aprimorando o conteúdo do presente verbete e, se necessário, do verbete Vocabulário de Acessibilidade com Desenho Universal na Cidade, ambos do website LevanteBH. atenção: No website LevanteBH, quando você se deparar com uma mensagem de erro ao clicar em um atalho, significa que houve a tentativa de acessar uma postagem que ainda não foi liberada. Quando isso ocorrer, basta retornar à página que estava sendo lida.
A seguir, informações sobre o assunto em ordem cronológica decrescente:
1º abril de 2025: Marcos Fontoura detecta capacismo na frase “onde elas realmente passam” em matéria sobre sinais sonoros em Campinas.
3 dez. 2025: A Lei (Brasil) n.º 15.069/2024, que Institui a Política Nacional de Cuidados, define treze princípios, incluindo: “VI – antirracismo; VII – anticapacitismo; VIII – anti-idadismo“.
23 mar. 2025: Elaboração da definição de capacitismo que integra a NTL n.º 1 e, por conseguinte, o Vocabulário de Acessibilidade com Desenho Universal na Cidade. Destaque para seguinte nota de rodapé: “Na pesquisa Como viver junto na cidade consideramos ________”. pendente
23 mar. 2025: Consulta ao dicionário Infopédia (porto Editora) on-line: capacitismo / ca.pa.ci.tis.mos / fonética: kɐpɐsiˈtiʒmu / nome masculino / discriminação ou preconceito contra pessoa portadora de deficiência / De capacitar+-ismo.
23 mar. 2025: Consulta ao dicionário Michaelis on-line:
capacitismo / ca.pa.ci.tis.mo / sm / Discriminação e preconceito contra pessoas com alguma deficiência, ligados à crença de que elas não são capazes ou que são inferiores.
23 mar. 2025: Consulta ao dicionário Priberam on-line:capaci tismo / ca·pa·ci·tis·mo / substantivo masculino / Discriminação ou preconceito em relação a pessoas com algum tipo de deficiência. = VALIDISMO / Origem etimológica: latim capacitas, -atis, capacidade + -ismo.
2 mar. 2025 (consulta): Em artigo no website Brasil Escola, Rafael Pereira da Silva Mendes afirma que “O capacitismo é o preconceito ou a discriminação contra pessoas com deficiência. A prática do capacitismo se apresenta na forma de infantilização, tratando como incapazes as pessoas que possuem alguma deficiência e criando barreiras físicas que as impedem de exercer alguma atividade de forma independente; assim como pela falta de acessibilidade e vagas no mercado de trabalho e na educação.” e “Note-se que ao fortalecer a legislação brasileira e implementar medidas protetivas e preventivas mais eficazes é fundamental para combater o preconceito por capacitismo e promover uma sociedade mais inclusiva, onde todos tenham a oportunidade de viver com dignidade e igualdade de direitos”.
5 fev. 2025: A instrução IN MinC n.º 23/2025 define em seu Anexo III (inciso X) que “Capacitismo: é a discriminação ou violência praticadas contra as pessoas com deficiência, hierarquizando em função da lógica e padrão de “normalidade. Parte do mesmo princípio de outros preconceitos como o sexismo, o racismo e a homofobia. Neste sentido, a concepção capacitista está intimamente ligada à corponormatividade, que considera determinados corpos como inferiores, incompletos ou passíveis de reparação, quando situados em relação aos padrões corporais e hegemônicos”. No inciso XIX), ao definir interseccionalidade, afirma que “As pessoas com deficiência, além do capacitismo, também vivenciam outras opressões”. No inciso XXVII define “Práticas anticapacitistas: Medidas diversas, sistemáticas e contínuas, de caráter individual e coletivo, que contribuam com a construção de uma sociedade justa e com equidade, pautadas no respeito à dignidade e valorização das diferenças. Envolve desde mudanças no vocabulário, até a implementação de políticas públicas que promovam a cultura do acesso. O protagonismo e participação das pessoas com deficiência é fundamental no combate ao capacitismo.”.
abr. 2024: Em artigo no JusBrasil, Pedro Ferreira de Lima Filho afirma que “Existem diferentes formas de capacitismo, incluindo o capacitismo institucional, que se manifesta em políticas, leis e práticas que excluem ou discriminam pessoas com deficiência, como a falta de acessibilidade em espaços públicos ou a negação de oportunidades de emprego. O capacitismo interpessoal ocorre quando indivíduos expressam atitudes discriminatórias ou tratam as pessoas com deficiência de forma condescendente ou paternalista.
jan. 2024: A revista “Direitos humanos para quem?” do MDHC afirma que “Portanto, os marcos legais conquistados pela luta dessas pessoas precisam não somente se efetivar como também avançar. E, para avançar, precisamos parar de conceber deficiência como uma tragédia pessoal ou familiar – de modo que passemos a entender que o maior problema de quem tem deficiência é o contexto social em que vive, o preconceito capacitista e a falta de acessibilidade“.
comentário: Em e-mail de 21/03/2025 a Marcos Fontoura, Odette Castro pontua que “onde está escrito preconceito capacitista, eu substituiria por capacitismo porque me parece uma hipérbole preconceito capacitista, visto que capacitismo já é o preconceito”.
26 set. 2023: No website da UFSC define-se que “Capacitismo é o preconceito contra as pessoas com deficiência, em que se julga que elas não são capazes ou são inferiores”.
13 set. 2023: Na palestra de lançamento do Projeto aMPliar: Acessibilidade para todos, Marcos Fontoura afirma que “A condição inicial, sine qua non, para isso é combater implacavelmente o ageísmo, a aparofobia, o capacitismo, a LGBTQIAPN+fobia, a misoginia, o racismo e a xenofobia“.
11 jul. 2023: Odette Castro ensina em artigo na Rede Lume que “Algumas expressões capacitistas são muito fáceis de compreensão” e “Em outras vezes, o capacitismo vem disfarçado de boas intenções, sem que as pessoas percebam o preconceito existente em suas falas ou ações”.
9 jun. 2023: Matéria “Mulher é acusada de capacitismo e racismo ao negar passagem a cadeirante” no Uol.
24 jan. 2023: Na Introdução do Relatório Final – versão B (em atualização para produção da versão C, quando esse trecho será reescrito): “Afirmei que a condição inicial, sine qua non, para isso é combater implacavelmente o ageísmo, a aporofobia, o capacitismo, a LGBTQIA+fobia, a misoginia, o racismo e a xenofobia. [nota 12: Substantivos em língua portuguesa para designar a aversão, repúdio, desprezo, antipatia ou discriminação a, respectivamente, pessoas idosas, pessoas pobres, pessoas com deficiência, pessoas LGBTQIA+, mulheres, pessoas não-brancas e pessoas que representam algo menos comum (relativo a cultura, hábito, etnia ou religião). […]”.
3 jan. 2023: Em discurso de passe como ministro, Silvio Almeida diz: “Queremos também avançar nas políticas voltadas para as pessoas com deficiência, retomando um plano nacional para a promoção de seus direitos e combatendo todas as formas de capacitismo“.
2022: O Programa Juntos pelo Brasil publicado pela Fundação Perseu Abramo afirma: “Nosso compromisso é romper as barreiras do capacitismo e assegurar a todos os brasileiros e brasileiras inserção social, oportunidades e autonomia”.
2022: Na Dissertação “Autismo em movimento” Bianca Carvalho afirma: Um capacitismo velado também pode ser interpretado a partir dos pressupostos de “nem parecer autista”, valorados, à primeira vista, como positivos. Lembrei-me de um filme em que uma adolescente trans se ofende quando um colega de sala de aula diz, supostamente querendo elogiá-la, que ela nem parece trans.
20 out. 2022: Grupo Longevidade, no artigo “Pelo envelhecimento digno de todos os brasileiros e brasileiras” afirma que: “Um país que não reconhece os vários ‘ismos’ não pode dar certo: do sexismo, racismo, incapacitismo, à homofobia, ao preconceito contra os pobres, aos de baixo nível educacional (não é culpa deles!) e à xenofobia, inclusive contra outros brasileiros, de regiões mais pobres”.
16 fev. 2022: Karla Giacomin no artigo “Desconstrução de políticas de Estado precisa ser denunciada” afirma: “Convivemos com a falta de acesso de milhões de brasileiros que não “têm tudo de saída”, nascem sem a garantia de direitos fundamentais e ainda são submetidos a racismo, sexismo, capacitismo, xenofobia, aporofobia, idadismo“.
21 set. 2021: Legenda em imagem no artigo “Acessibilidade sem acesso” afirma: “Com mais acesso e inclusão, pessoas com deficiência formam famílias e derrubam capacitismo“.
2020: “Manifesto Público sobre a Exclusão de Candidatos com Deficiência do ENEM Digital” considera: “que o tempo de exclusão impondo perversa invisibilidade sobre a pessoa com deficiência foi superado pela Alvorada Constitucional do memorável dia 05 de outubro de 1988 no Brasil, mas que, lamentavelmente, ainda exige diligência para que seja rompida a cultura do capacitismo e, por via de consequência, fortalecida a cultura da diversidade”; “o público e expresso posicionamento do Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no ato de inscrição à versão Digital do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), de que a condição de deficiência é tida em si como parâmetro para discriminação e exclusão de candidatos, ilegal e abusivamente contemplando o senso comum capacitista, ou seja, de caráter discriminatório contra a pessoa com deficiência” e “que este CAPACITISMO do senso comum está produzindo efeitos concretos na vida de candidatos com deficiência ao impedir a inscrição e participação do Enem, em sua versão Digital”.
2020: “Moção de repúdio contra Portaria MEC n.º 545/2020″ da ABEPSS afirma: “A emissão da Portaria nº 545/2020 – MEC, no momento da saída do então ministro Abraham Weintraub, evidencia o caráter racista, discriminatório e capacitista da medida, que tem o propósito de destruir avanços democráticos e civilizatórios”.
2020: Campanha Revoga Já! Campanha em defesa de uma educação inclusiva do CFP propõe: “Precisamos barrar mais esse retrocesso e avançar na efetivação dos direitos já consagrados por legislações nacionais e tratados internacionais, rompendo com a lógica capacitista que perpassa nossa sociedade”.
2020: Na cartilha “Contracartilha de acessibilidade” (p.6) da ABA, Anpocs e Uerj lemos:
Definimos o capacitismo como a concepção presente no imaginário social que tende a considerar as pessoas com deficiência como menos aptas ou capazes, simplesmente por apresentarem uma diferença corporal, sensorial, intelectual ou psicossocial. O capacitismo é a atitude de considerar as pessoas com deficiência como não-iguais e “incapazes” de gerir suas próprias vidas, vendo-as como sem autonomia, dependentes, desamparadas, assexuadas, condenadas a uma vida eterna e economicamente dependente, chegando até mesmo a vê-las como não aceitáveis em suas imagens sociais ou como menos humanas.
23/10/2020: Mariana Rosa na live “Inclusão: uma questão do ensino e não do aluno” fala com propriedade de capacitismo como uma opressão.
2 set. 2020: Vídeo de Rita von Hunty com o tema Capacitismo.
2019: Djamila Ribeiro em seu livro “Pequeno manual antirracista” afirma: “O antirracismo e o antiageísmo, assim como o anticapacitismo e outros “anti” devem ser bandeiras de todas as pessoas, sempre buscando viver em harmonia com as diferenças.
23 nov. 2019: Na postagem com a “Etnografia de mobilidade de mulheres: registros de separação” Marcos Fontoura afirma que “A misoginia e o machismo, no entanto, que sustentam a segregação das mulheres, são apenas parte de uma engrenagem maior e mais rígida, formada por muitas outras rodas dentadas: o racismo, o capacitismo, o ageísmo, a LGBTQIA+fobia, a aparofobia, a xenofobia, a islamofobia etc.”.